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Bolsonaro diz que declarações de Lula promovem intolerância: "Até me ajuda"

Marcos Corrêa/PR
Imagem: Marcos Corrêa/PR
do UOL

Do UOL, em São Paulo

02/12/2019 20h31

Jair Bolsonaro (sem partido) foi questionado hoje sobre como se sentia com a soltura concedida a Lula em 8 de novembro. O presidente da República citou o fato de que o ex-presidente o acusou de interferir na investigação do assassinato da vereadora Marielle Franco.

"Eu tenho como princípio respeitar as decisões dos demais poderes. Não vou entrar em uma bola dividida como esta aí. Politicamente, tendo em vista o que ele [Lula] falou, até me ajuda. O que ele tem trazido com estas falas dele é intolerância", disse ele, em entrevista à "Record TV".

"[Lula] Me acusou de estar por trás... Ou melhor, me acusou frontalmente de estar envolvido na morte da Marielle, entre outras coisas. Eu não fico feliz com isso, e não vejo isso como direito de expressão por parte dele. Vamos ter de engolir este sapo, e o barco segue. O Brasil está indo muito bem, a violência tem diminuído, estamos exportando para o mundo todo", exaltou.

O presidente disse que não pretende responder ao petista. "Não vou responder. Não vou porque isso iria polemizar com uma pessoa que momentaneamente está em liberdade e condenada em terceira instancia, inclusive", concluiu Bolsonaro.

Bolsonaro também falou sobre a filiação de seu ex-ministro Gustavo Bebianno ao PSDB. Ele chegou a ser líder do PSL, agora ex-partido do presidente da República, mas afirmou ontem que a democracia no Brasil se encontra em risco com este governo.

"Ele é carta fora do baralho. Teve toda sua chance para ser um ministro leal ao Brasil e não teve oportunidade. Eu não quero rememorar o que aconteceu na ocasião de sua demissão. Espero que ele esteja feliz ao lado de João Dória [do PSDB, governador de São Paulo]", disse.

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