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Congressistas democratas dos EUA criticam papel da OEA em crise na Bolívia

22/11/2019 20h26

Washington, 22 Nov 2019 (AFP) - Catorze congressistas democratas dos Estados Undos - entre eles Alexandria Ocasio-Cortez e Ilhan Omar - criticaram nesta sexta-feira o papel da OEA na crise da Bolívia, onde a disputa política após as eleições de 20 de outubro deixou 32 mortos.

"Queremos expressar nossas preocupação com as declarações feitas por funcionários da Organização dos Estados Americanos (OEA), uma organização multilateral que recebe a maioria de seus fundos do governo dos Estados Unidos", disseram os congressistas em uma carta dirigida ao secretário de Estado, Mike Pompeo.

Em uma auditoria sobre a apuração das eleições de 20 de outubro, enviados da OEA denunciaram "irregularidades" e rejeitaram o resultado oficial que consagrou a reeleição de Evo Morales sem necessidade de um segundo turno com o candidato de centro-direita Carlos Mesa.

A Bolívia está dividida entre Morales - que se refugiou no México após renunciar à presidência devido ao que considera um golpe de Estado - e um governo interino liderado por Jeanine Añez, que apresentou uma denúncia - aceita pela promotoria - para investigar o ex-presidente indígena por acusações de "terrorismo".

A carta está assinada por Hank Johnson, Ilhan Omar, Susan Wild, Raul Grijalva, Jan Schakowsky, Jared Huffman, Deb Haaland, Alexandria Ocasio-Cortez, James McGovern, Jesus G. "Chuy" Garcia, Bobby L. Rush, Ayanna Pressley, Alan Lowenthal e Eleanor Holmes Norton.

"Em particular nos preocupam as declarações infundadas e enganosas feitas pela missão eleitoral da OEA na Bolívia em 21 de outubro, das quais posteriormente o Departamento de Estado fez eco", indicaram os congressistas.

Para os representantes democratas, essas declarações contribuíram para uma "maior polarização".

"Os funcionários de Estados Unidos devem agir com maior precaução e avaliar os fundamentos das afirmações dos funcionários da OEA antes de repeti-las, particularmente quando existem culminantes tensões pós-eleitorais", acrescentaram.

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