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Barras de ouro escondidas: mais um escândalo da extrema direita austríaca é revelado pela imprensa

22/11/2019 15h30

A imprensa austríaca revelou nesta sexta-feira (22) que o partido de extrema direita, o FPÖ, guardava barras de ouro em uma pousada no Tirol, no oeste do país. A legenda nega, no entanto, nega qualquer ilegalidade.

A imprensa austríaca revelou nesta sexta-feira (22) que o partido de extrema direita, o FPÖ, guardava barras de ouro em uma pousada no Tirol, no oeste do país. A legenda nega, no entanto, nega qualquer ilegalidade.

O caso foi revelado pelo semanário austríaco Profil e data de agosto passado, quando a polícia invadiu uma pacífica pousada na região do Tirol, que os políticos do partido de extrema direita FPÖ frequentavam com assiduidade.

Os jornalistas da revista descobriram três caixas trancadas contendo várias barras de ouro cada uma. Cada unidade em ouro encontrada no local pesa cerca de meio quilo. Com o preço atual do ouro no câmbio oficial, cada unidade vale mais de € 21.000, cerca de R$ 97.000. No entanto, não se sabe quantos lingotes foram encontrados no local.

"Tesouro secreto"

Desde então, o "tesouro secreto do FPÖ" faz a festa dos tabloides austríacos e nas redes sociais. O partido liberal Neos pediu ironicamente à extrema direita "transparência" sobre esse assunto, um partido que "protege seu ouro do fim do mundo".

Os socialdemocratas fizeram um pedido ao Ministro da Justiça da Áustria para verificar se há sinais de lavagem de dinheiro, segundo a correspondente da RFI em Viena, Isaure Hiace.

O partido de extrema direita jura que tudo é legal. O líder da FPÖ de Viena, Dominik Nepp, explicou que o partido havia comprado as barras de ouro na época da crise financeira de 2008 para se proteger das turbulências econômicas. "Tudo é completamente legal", disse ele. Mas as explicações não convenceram a oposição.

Ibizagate

Este é mais um escândalo para o partido de extrema direita austríaco, seis meses depois do Ibizagate, que causou o colapso do governo formado em 2017 com os conservadores do chanceler Sebastian Kurz, e que levou a eleições parlamentares antecipadas.

Originalmente, o escândalo foi originado pela divulgação de um vídeo comprometedor em que o líder do partido, Heinz-Christian Strache, se mostrava pronto a oferecer contratos públicos em troca de fundos ocultos.

Desde sua renúncia a todos os seus mandatos, incluindo o de vice-chanceler, Strache se encontra envolvido em acusações sobre seu duvidoso estilo de vida caro. Como resultado, o FPÖ perdeu 10 pontos nas eleições legislativas de setembro.

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