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'Não conseguirão tirar o PT da disputa com ou sem Lula', diz ex-presidente

08.nov.2019 -O ex-presidente Lula deixa a carceragem da PF em Curitiba - CASSIANO ROSÁRIO/FUTURA PRESS//ESTADÃO CONTEÚDO
08.nov.2019 -O ex-presidente Lula deixa a carceragem da PF em Curitiba Imagem: CASSIANO ROSÁRIO/FUTURA PRESS//ESTADÃO CONTEÚDO
do UOL

Do UOL, em São Paulo

14/11/2019 14h15

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que o PT não nasceu para ser "um partido de apoio" e não será tirado da disputa eleitoral do país, ele sendo candidato ou não. Solto desde a última sexta-feira, o petista participou da Executiva Nacional da legenda em Salvador.

"Eles não conseguirão tirar o PT da disputa eleitoral do país com Lula ou sem Lula. Eu posso subir a rampa em 2022 levando o (Fernando) Haddad, levando o Rui (Costa), levando os outros companheiros. Mas o PT tem que levar em conta que o partido só cresce se disputa, não nasceu para ser um partido de apoio", disse Lula citando o ex-prefeito de São Paulo, candidato à Presidência em 2018, e o governador da Bahia.

Além de Haddad e Rui Costa, Lula citou ainda o senador Jaques Wagner (BA) como um possível nome. Ele defende que o partido não se encolha e dispute as eleições onde for possível.

O ex-presidente disse que os outros partidos "todo ano tentam inventar um candidato" e citou o apresentador Luciano Huck e o governador de São Paulo João Doria (PSDB).

Durante o discurso, o petista lembrou os 580 dias em que permaneceu preso na superintendência da Polícia Federal de Curitiba e chorou ao lembrar o apoio da militância durante o período.

"Tomei a decisão de ser preso para não ser tratado como fugitivo. Tomei a decisão de ir pra pertinho do Moro para provar o canalha que ele foi", disse o ex-presidente.

Como tem feito desde que foi condenado, ele reafirmou que é inocente e desafiou as autoridades a mostrarem as provas contra ele. Lula disse ainda que pretende se casar em breve com a namorada, a socióloga Rosângela da Silva.

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