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Evo Morales critica OEA e diz que entidade serve ao "império" dos EUA

O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, acena durante sua chegada na Cidade do México, México - Luis Cortes/Reuters
O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, acena durante sua chegada na Cidade do México, México Imagem: Luis Cortes/Reuters

13/11/2019 14h40

O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, atacou hoje as conclusões da Organização dos Estados Americanos (OEA) de que houve sérias irregularidades durante a eleição de 20 de outubro, que levaram a protestos que provocaram sua renúncia.

"A OEA tomou uma decisão política, não uma decisão técnica ou legal", disse Morales em entrevista coletiva na Cidade do México, onde ele chegou na condição de asilado na tarde de ontem.

"A OEA está a serviço do império norte-americano", afirmou o político.

O ex-presidente boliviano disse também que aceitaria voltar à Bolívia para "pacificar" o país se esse for um desejo da população após semanas de protestos violentos que levaram à sua renúncia.

"Se meu povo pedir, estamos dispostos a voltar para apaziguar, mas é importante o diálogo nacional", disse Morales, que acrescentou:

"Vamos voltar cedo ou tarde. Quanto antes melhor para pacificar a Bolívia".

O ex-presidente já havia utilizado seus perfis nas redes sociais para acusar a senadora Jeanine Añez de um golpe contra o seu governo. A parlamentar foi proclamada hoje presidente do Senado; pela ausência de um vice no governo, ela se autoproclamou presidente do país.

"Foi consumado o golpe mais esperto e ameaçador da história. Uma senadora golpista de direita se autoproclamou presidente do Senado e, assim, presidente interina da Bolívia sem quórum legislativo, rodeada por um grupo de cúmplices e com o apoio das Forças Armadas e da Polícia, que estão reprimindo o povo", escreveu Morales em sua conta no Twitter.

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