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Trump nega acordo com China para retirada das tarifas

08/11/2019 14h24

Washington, 8 nov (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou sexta-feira que não entrou em acordo com a China a retirada gradual das tarifas que as duas partes vêm impondo durante a guerra comercial que estão travando, como anunciado ontem pelo governo chinês e posteriormente confirmado por fontes americanas.

"Eles gostariam de recuar, não concordamos em nada. A China gostaria de fazer algo como um reverso, não uma revogação completa, pois eles sabem que eu não faria isso", disse o presidente americano, em declarações a jornalistas na Casa Branca.

"Estamos nos dando muito bem com a China, eles querem fazer um acordo. Francamente, querem fazer um muito mais do que nós. Estou muito feliz agora, estamos ganhando bilhões de dólares", afirmou.

Trump também insistiu que a assinatura com o presidente chinês, Xi Jinping, de um acordo para acabar com a guerra comercial "poderia ser em Iowa", um estado importante nas eleições presidenciais americanas, por ser o primeiro a celebrar seu processo das primárias.

Iowa, eminentemente agrícola, foi particularmente afetado pela disputa com a China por conta das tarifas impostas pelo país asiático à soja cultivada naquele estado.

O mandatário americano já havia expressado seu desejo de que uma eventual cúpula com Xi fosse realizada em Iowa, embora desta vez ele tenha dito que poderia ser acontecer em outra "fazenda" nos EUA.

As palavras de Trump contradizem o anúncio feito ontem pelo Ministério do Comércio chinês, que disse ter chegado a um acordo com os EUA para eliminar gradualmente as tarifas impostas pelos dois países durante a disputa, que começou em março de 2018.

Fontes familiarizadas com as negociações em Washington confirmaram à Agência Efe que a retirada das tarifas comerciais fazia parte do acordo da "primeira fase".

Os mercados receberam as declarações de Trump com surpresa e o Dow Jones Industrial, o principal indicador de Wall Street, registrou um declínio de 0,2%; enquanto o seletivo S&P 500 e o Nasdaq também sofreram uma queda de dois décimos, embora tenham se recuperado.

Ontem, os mercados receberam com otimismo o possível acordo entre China e EUA, de modo que Wall Street fechou com alta de 0,66%. EFE

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