Topo

Partido de Netanyahu se alia a Nova Direita e atrapalha planos de Gantz

08/11/2019 15h00

Jerusalém, 8 nov (EFE).- O Likud, partido do atual primeiro-ministro interino de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou nesta sexta-feira uma aliança com a ultra-direita Nova Direita, diminuindo as possibilidades do centrista Benny Gantz de formar uma coalizão governamental.

"O Likud e a Nova Direita formarão imediatamente uma coalizão e atuarão juntos no Knesset (Parlamento)", disse o Likud em comunicado.

O partido acrescentou que Netanyahu ofereceu a Naftali Bennett, ex-ministro da Educação e um dos líderes da Nova Direita, o Ministério da Defesa, atualmente nas mãos do primeiro-ministro.

A transferência do cargo será aprovada na reunião de gabinete que acontecerá no domingo e será apenas temporária, até a formação do próximo governo.

Essa decisão ocorre menos de duas semanas antes do final do prazo concedido a Benny Gantz, líder da coalizão centrista Azul e Branco, no próximo dia 20 para formar um governo e descartar a possibilidade da Nova Direita ingressar em uma coalizão liderada por ele.

Para sua coalizão, a nomeação de Bennett como ministro da Defesa responde a "interesses pessoais e egoístas e não busca o melhor para o sistema de defesa e o Estado de Israel".

A intenção de Gantz de formar um governo de unidade com o Likud foi prejudicada pela decisão de Netanyahu de negociar como parte de um bloco de 55 parlamentares que inclui partidos de extrema-direita e ultra-ortodoxos.

O líder da Azul e Branco realizou reuniões nos últimos dias com os líderes de outros partidos e indicou que as negociações estão progredindo. Mas enquanto ele não conseguir o apoio de nenhuma das partes no bloco liderado por Netanyahu, é improvável que chegue a maioria dos 61 parlamentares necessário para a formação do governo.

Hoje, em uma mensagem publicada em sua conta na rede social Facebook, Gantz acusou o Likud de não estar interessado na formação de um governo e que Netanyahu está levando Israel para sua terceira eleição em um ano.

Ele acrescentou que seu partido está "estudando outras alternativas, caso as negociações com o Likud não sejam proveitosas".

Em resposta a essa mensagem, Netanyahu o acusou de "usar qualquer desculpa para não formar o governo que os israelenses desejam, um governo de unidade nacional", que inclui os partidos de extrema-direita e ultra-ortodoxa. EFE

Notícias