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Pai do fundador do WikiLeaks diz que seu filho 'pode morrer na prisão'

08/11/2019 17h23

Genebra, 8 Nov 2019 (AFP) - O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, "pode morrer na prisão", alertou nesta sexta-feira (8) em Genebra, o pai do jornalista.

John Shipton disse à imprensa que na quarta-feira visitou o filho, atualmente preso em Londres e ameaçado de extradição aos Estados Unidos, "durante as duas horas as quais ele tem direito".

"Julian pode morrer na prisão após nove anos de perseguição por revelar a verdade sobre crimes de guerra", insistiu Shipton.

O australiano enfrenta uma pena de até 175 anos de prisão nos Estados Unidos, que o acusam de colocar em risco algumas de suas fontes quando, em 2010, publicou 250.000 telegramas diplomáticos e cerca de 500.000 documentos confidenciais sobre as atividades do exército americano no Iraque e Afeganistão.

Na semana passada, um especialista em tortura da Organização das Nações Unidas (ONU), Nils Melzer, compartilhou sua preocupação com o estado de saúde de Assange, afirmando que "sua vida agora está em perigo".

O fundador do WikiLeaks está preso em Londres, desde que a polícia britânica o capturou em abril na embaixada do Equador, onde buscou refúgio em 2012.

"Seu estado de ânimo não parece ter diminuído, mas ele está muito magro", disse o pai dele, acrescentando que é injusto condenar alguém por ter revelado crimes.

"Em todos os países que conheço, na Suécia, no Reino Unido, na Austrália e nos Estados Unidos, ocultar crimes é crime", afirmou. "Eles não podem mandá-lo para a prisão por denunciá-los ... é realmente obsceno", destacou.

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