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Bafômetro na prova do MP, incomodados que se mudem: as frases do STF hoje

Plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) durante julgamento sobre prisão após a segunda instância - Carlos Alves Moura/SCO/STF
Plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) durante julgamento sobre prisão após a segunda instância Imagem: Carlos Alves Moura/SCO/STF
do UOL

Do UOL, em São Paulo

07/11/2019 21h16

Em meio à decisão sobre a proibição ou permissão da execução da pena após condenação em segunda instância, o plenário do Supremo Tribunal Federal foi palco de rusgas entre ministros e até uma ironia em relação ao processo de seleção para membros do Ministério Público.

Veja algumas frases dos ministros durante o julgamento de hoje:

Gilmar x Fux

Na reta final do julgamento, o ministro Luiz Fux reclamou com o presidente da corte, Dias Toffoli, por conta de um suposto acordo entre os magistrados para que ninguém interrompesse os votos durante a sessão. Marco Aurélio Mello interpelou: "Se não me engano, o primeiro a interromper foi o ministro Fux."

Depois, foi complementado por Gilmar Mendes: "Os incomodados que se mudem". "Faz parte do nosso relacionamento irreverente", respondeu Fux.

Alcoolismo no Ministério Público

Em uma de suas interrupções do voto do ministro Dias Toffoli, Gilmar Mendes ironizou o Ministério Público — alvo costumeiro do ministro durante seus votos. "Parece que o alcoolismo é um problema do Ministério Público", fazendo menção indireta ao ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que afirmou possuir uma "farmacinha" (geladeira com bebidas alcoólicas) em seu gabinete.

"Vai fazer bafômetro na hora das provas?", questionou Mendes.

Fato contínuo, Fux respondeu: "O sr. me desculpe, mas nós fomos dos crimes em segunda instância aos crimes sexuais e a um eventual alcoolismo. Falamos de tudo menos do tema".

Acidente com PC

Durante a apresentação de seu voto, a ministra Cármen Lúcia afirmou que não pode ler a íntegra do que havia preparado por conta de um "acidente."

"Não farei a leitura integral do meu voto que hoje se perdeu num acidente de computador", afirmou a ministra, sem dar detalhes do que houve com o aparelho ou com o arquivo.

Celso de Mello e o cupim

Em seu voto, que durou mais de duas horas, o ministro Celso de Mello afirmou que o "a corrupção é o cupim da democracia". A metáfora, atribuída ao ex-deputado Ulysses Guimarães, já foi utilizada por Mello em outros momentos, como na posse da ministra Cármen Lúcia em 2016.

Noite adentro

Enquanto votava, após sete horas de julgamento, o ministro Dias Toffoli foi interrompido sistematicamente por outros ministros. Em uma delas, respondeu o ministro Luiz Fux: "Aqui estamos acostumados a ir noite adentro."

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