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PSL abre processo contra 19 membros e deixa Bolsonaro no comando de SP e RJ

Flávio Bolsonaro (na frente) e Eduardo Bolsonaro  - Ueslei Marcelino/Reuters
Flávio Bolsonaro (na frente) e Eduardo Bolsonaro Imagem: Ueslei Marcelino/Reuters
do UOL

Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

22/10/2019 12h44Atualizada em 22/10/2019 16h13

Em reunião da Executiva do PSL foi decidia a abertura de processo disciplinar contra 19 parlamentares. As mudanças dos comandos dos diretórios de São Paulo e Rio de Janeiro ainda não foram definidas. Assim, Eduardo e Flávio Bolsonaro seguem nos comandos.

O diretório de Minas Gerais, que tem como presidente licenciado o ministro do Turismo Marcelo Alvaro Antonio, também não foi alterado. A cúpula também decidiu pela adoção de compliance (conjunto de medidas para aperfeiçoar normas internas) na Executiva, e nos níveis estadual e municipal.

O partido está rachado em dois grupos, um apoiado por Jair Bolsonaro (PSL) e outro pelo presidente da sigla, Luciano Bivar (PSL-PE).

"Na semana que vem, após o prazo legal dos cinco dias úteis, a comissão de ética deverá avaliar, elaborar um parecer e apresenta-lo ao diretório nacional para deliberação de eventual providência. O que temos é: 19 processos abertos", disse o senador Major Olimpio (PSL-SP).

Segundo o senador, é bem provável que os parlamentares sejam punidos, mas em diferentes punições.

A reunião aconteceu hoje (22), em Brasília, com participação de 23 membros, nenhum do grupo aliado a Bolsonaro.

"O partido vai fazer tudo dentro da regra, da legalidade, no detalhe, exatamente porque o partido vai apurar as condutas individualmente. Os que tiverem que ser punidos serão, independentemente de mudança ou não de liderança", disse o senador.

O conselho de ética do partido foi instalado essa semana e é composto por três membros da Executiva que não são parlamentares. Os nomes não foram informados. Segundo o estatuto do partido, recebida a representação contra um parlamentar, "o órgão partidário dará ciência ao infrator para que ele conteste no prazo de 05 (cinco) dias".

Transparência

Olimpio negou que o pedido de compliance seja para atender críticas feitas por Bolsonaro sobre falta de transparência nas contas do partido, reclamação que se deu nos primeiros capítulos da crise do partido, no começo do mês.

Os advogados eleitorais do presidente tentam justificar que não há transparência na prestação de contas do PSL para que cerca de 20 deputados deixem a sigla sem perder o mandato e levando consigo cota do fundo partidário (verba pública que financia o funcionamento dos partidos).

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