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Bolsonaro chega ao Japão e diz que "bem vencerá o mal" ao falar sobre PSL

Bolsonaro chega ao Japão - Divulgação/Twitter/Planalto
Bolsonaro chega ao Japão Imagem: Divulgação/Twitter/Planalto
do UOL

Do UOL, em São Paulo

21/10/2019 07h19

O presidente Jair Bolsonaro chegou ao Japão na madrugada de hoje e não escapou de questionamentos sobre a crise no PSL. Segundo declaração publicada pelos jornais "O Estado de S. Paulo" e a "Folha de S.Paulo", Bolsonaro disse que o "bem vencerá o mal" ao comentar sobre a disputa interna no partido.

Na conversa com jornalistas enquanto caminhava pelas ruas de Tóquio, Bolsonaro ainda disse que "essas coisas acontecem, igual uma ferida que cicatriza naturalmente".

O presidente iniciou a viagem de 10 dias pela Ásia em meio a um momento de crise no PSL, que ganhou força a partir do dia 8 de outubro. Sem saber que estava sendo transmitido ao vivo, Bolsonaro disse para um apoiador "esquecer o PSL" e afirmou que Luciano Bivar, presidente do partido, estava "queimado pra caramba".

Nos dias seguintes, nomes do partido saíram em defesa de Bolsonaro ou de Bivar, mostrando que havia um racha. Como pano de fundo, ambições políticas, disputa pelo controle do dinheiro do fundo partidário e a influência dos filhos do presidente.

A situação piorou após Bivar ser alvo de uma operação da Polícia Federal. Em seguida, Bolsonaro articulou a derrubada do líder do PSL na Câmara, delegado Waldir (GO), e substituí-lo pelo filho, Eduardo Bolsonaro (SP). Entretanto, a articulação fracassou e o parlamentar de Goiás permaneceu no posto.

Cinco países no roteiro
A chegada de Bolsonaro ao Japão dá início a uma viagem que contempla mais quatro países no roteiro: China, Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita.

Em solo japonês, o presidente participará amanhã da cerimônia de entronização do imperador Naruhito, que será realizado no Palácio Imperial em Tóquio (capital japonesa).

Na chegada, Bolsonaro voltou a comentar sobre a Amazônia. "O Brasil é um país que tem um grande potencial, temos nossa Amazônia que tem que ser explorada de forma racional. São mais de 20 milhões de pessoas na Amazônia que não podem ser tratadas como alguns dos países querem", disse.

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