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Porta-voz: Encontro de Bolsonaro e ministros do STF foi visita de cortesia

O presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Alvorada - Adriano Machado/Reuters
O presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Alvorada Imagem: Adriano Machado/Reuters
do UOL

Do UOL, em São Paulo

16/10/2019 20h12

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, disse hoje que a reunião de Jair Bolsonaro (PSL) com três dos 11 ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) foi uma "questão pessoal, de foro íntimo do presidente". Posteriormente, ao ouvir que o gabinete do ministro Gilmar Mendes teria tratado o encontro como uma "visita de cortesia", o representante do Palácio do Planalto adotou o mesmo termo.

"Vamos mudar a palavra 'sigilo' para 'visita de cortesia'. Ele [Bolsonaro] não quer comentar esta visita de cortesia. Não há sigilo. Pura e simplesmente, ele não quer comentar", afirmou.

Em seguida, após ser questionado sobre se confirma ou não as informações enviadas pelo gabinete de Gilmar Mendes, o porta-voz desconversou: "O presidente não confirma e nem desconfirma. Ele não quer comentar".

"É uma questão pessoal, de foro íntimo do senhor presidente, comentar ou não comentar eventuais audiências. Na maioria das vezes, ele o faz. Mas, eventualmente, por decisão pessoal, ele entende que não é o caso de tratar claramente o que foi tratado. Mas é uma audiência republicana como todas", afirmou Otávio Rêgo Barros.

"Não há uma ligação de causa e efeito entre os julgamentos que estão por vir no STF [sobre a prisão em segunda instância] e a visita dos ministros do STF ao presidente. Não vejo possibilidade de colocarmos em questão a transparência do presidente. (...) Eventualmente, uma ou outra audiência o presidente entende que deve permanecer em caráter reservado", concluiu.

Os ministros que se reuniram com Bolsonaro hoje foram Dias Toffoli (presidente da Corte), Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes.

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