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Turquia afirma que tropas já mataram 109 milicianos curdos na Síria

10/10/2019 09h24

Ancara, 10 out (EFE).- O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, anunciou que pelo menos 109 integrantes das milícias curdas foram mortos até o momento devido à invasão turca ao noroeste da Síria, que teve início na quarta-feira.

Erdogan afirmou que desde o começo da operação as tropas turcas mataram 109 "terroristas" e feriram e prenderam vários membros das Unidades de Proteção do Povo (YPG), a milícia curda que foi aliada dos Estados Unidos na luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI), mas que é considerada terrotista pela Turquia.

Durante um discurso para simpatizantes de seu partido, o islâmico Justiça e Desenvolvimento "AKP", o governante declarou que a Turquia também está preparada para intervir em outras regiões da Síria "quando chegar o momento".

"Levaremos a paz e a segurança aonde formos. A operação continua na região de Tell Abiad e Ras al-Ayn", disse Erdogan, em referência às duas cidades onde o Exército turco iniciou na noite passada a ofensiva terrestre da operação chamada "Fonte de Paz".

De acordo com a agência estatal "Anadolu", as forças turcas dominaram Tel Fander e El Yabse - que eram controladas pelas YPG -, a oeste da cidade de Tell Abiad. Especialistas turcos afirmam que o Exército planeja tomar zonas rurais ao redor dessas cidades para depois tomar o centro.

Nesta manhã, o Exército turco continuou com os bombardeios e fogo de artilharia em Tell Abiad e Ras al-Ayn e ampliou os ataques aéreos à cidade de Al-Qamishli.

Erdogan também acusou às YPG de um ataque cometido ontem em Al-Qamishli que causou a morte de um civil, enquanto as milícias curdo-sírias responsabilizam o Exército turco pelo ataque.

"Mentiram dizendo que a Turquia atacou em uma região cristã. Vocês bombardearam esta região", declarou o presidente.

Segundo Erdogan, os sírios não precisam se preocupar, e quem não enfrentar a Turquia será alvo do ataque. Também afirmou que o país não permitirá que o Estado Islâmico se fortaleça, uma resposta aos que dizem que a ofensiva contra as milícias curdas pode provocar o retorno dos jihadistas. EFE

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