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Senadores dos EUA defendem sanções severas contra Turquia

10/10/2019 00h21

Washington, 10 Out 2019 (AFP) - Um grupo de senadores americanos - democratas e republicanos - defendeu nesta quarta-feira a imposição de sanções draconianas contra a Turquia caso não retire suas forças da vizinha Síria.

O senador republicano Lindsey Graham revelou que ele e o democrata Chris Van Hollen promovem um projeto de lei que obrigará o governo de Donald Trump a congelar propriedades nos Estados Unidos dos principais líderes turcos, incluindo o presidente Recep Tayyip Erdogan.

A iniciativa também prevê sanções a entidades que fazem negócios com o Exército turco ou com as companhias de petróleo e gás que prestam serviços a suas Forças Armadas.

Graham, um conhecido aliado de Trump no Senado, e outros legisladores estão furiosos com a repentina retirada militar dos Estados Unidos de suas posições no norte da Síria, anunciada no domingo pelo presidente após uma conversa com Erdogan, o que precedeu a atual ofensiva contra os combatentes curdos.

Os legisladores qualificaram a medida como uma traição às forças curdas, aliadas dos Estados Unidos na luta contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

Erdogan chama as forças curdas de "terroristas" e aliadas aos separatistas.

"Apesar de o governo se negar a agir contra a Turquia, espero um forte apoio" de democratas e republicanos para esta iniciativa, escreveu Graham no Twitter.

As sanções seriam impostas imediatamente após a promulgação da lei e permaneceriam vigentes até a administração Trump garantir ao Congresso que a Turquia não está operando na Síria sem o aval dos Estados Unidos e que suas forças se retiraram das áreas ocupadas a partir desta quarta-feira.

"Estas sanções terão consequências imediatas e de longo alcance para Erdogan e seus militares", avaliou Van Hollen no Twitter.

Graham acusou Trump de ter "abandonado vergonhosamente" os curdos e pretende aprovar sanções "infernais, em grande escala, draconianas e devastadoras" contra a economia e o Exército da Turquia.

O governo de Erdogan afirma que os grupos curdos são aliados dos militantes separatistas do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), qualificados de "terroristas" por suas ações de guerrilha.

Segundo fontes oficiais, ao menos 16 integrantes das Forças Democráticas Sírias (FDS) - aliança de combatentes curdos e árabes - teriam morrido nas primeiras horas da ofensiva turca sobre o território sírio.

mlm/ad/lr

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