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Maduro diz que protestos no Equador são "insurreição popular" contra o FMI

10/10/2019 20h50

Caracas, 10 out (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou nesta quinta-feira que os protestos registrados há uma semana no Equador são uma "insurreição popular" contra as medidas econômicas promovidas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

"O povo do Equador disse não, basta de pacotes econômicos. No Equador está ocorrendo a primeira insurreição popular contra o FMI desta nova etapa", disse Maduro durante um ato de governo exibido pela emissora estatal "VTV".

"Trinta anos depois da insurreição popular do Caracazo isso está ocorrendo no Equador. Quem é o culpado? O Fundo Monetário", completou Maduro, citando os protestos registrados em Caracas em 1989, duramente reprimidas pelo governo do então presidente da Venezuela, Carlos Andrés Pérez.

Maduro ainda afirmou que o FMI é "o principal instrumento do demônio no mundo". "Só defende os interesses multimilionários dos bancos mundiais", continuou.

O líder chavista voltou a negar ter qualquer relação com os protestos registrados no Equador, uma acusação feita pelo presidente do país, Lenín Moreno, que afirmou que Maduro está ajudando o ex-presidente equatoriano Rafael Correa em uma tentativa de golpe de Estado.

"Acho que eles sonham comigo, que eu os persigo à noite. Não é o Maduro, é o capitalismo selvagem que destrói os povos", ironizou o presidente da Venezuela. EFE

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