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Governo romeno em perigo por moção de desconfiança

10/10/2019 07h46

Bucareste, 10 Out 2019 (AFP) - A oposição, que deseja derrubar a primeira-ministra romena Viorica Dancila, a um mês da eleição presidencial, votará nesta quinta-feira no parlamento uma moção de desconfiança contra o governo social-democrata.

"Esta moção não vai passar. A oposição não entendeu que precisa de uma equipe e de um programa" para derrubar o executivo em função, disse Dancila.

"Nosso governo não foi perfeito, mas certamente trabalhou para o benefício dos romenos", acrescentou, acusando a direita de querer "voltar às medidas de austeridade" adotadas após a crise de 2008.

A oposição tem os 233 votos necessários para que a moção seja aprovada, mas o suspense vai durar até o último momento.

Segundo seus críticos, a primeira-ministra multiplicou as promessas de orçamento para os governadores. Além disso, essa moção de desconfiança pode ter um impacto direto na eleição presidencial, cujo primeiro turno está marcado para 10 de novembro e para p qual Dancila é candidata pelos social-democratas.

Se o governo for derrubado, suas chances de chegar ao segundo turno poderão ser reduzidas. Em caso de sucesso da moção, o presidente de centro-direita Klaus Iohannis, que parece ter certeza de sua reeleição para um segundo mandato, consultará os diferentes partidos políticos antes de nomear um novo primeiro-ministro.

Desde janeiro de 2018, o executivo do governo está enfraquecido pelo fracasso nas eleições europeias de maio, seguido em agosto pela ruptura da coalizão com seu aliado centrista Alde. Desde então, Dancila dirige um governo minoritário.

Qualquer que seja o resultado da votação, os indicadores econômicos são perturbadores.

O governo, atual ou futuro, terá que elaborar o projeto de orçamento para 2020, uma tarefa complicada pela explosão dos gastos públicos nos últimos meses.

Apesar das altas taxas de crescimento dos últimos anos, o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou para o risco de desvio do déficit e pediu a Bucareste que desistisse da duplicação das pensões até 2022, como prometido pelos social-democratas.

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