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EUA reafirmam apoio ao Brasil na OCDE, mas não falam em prazo

10/10/2019 19h12

SÃO PAULO, 10 OUT (ANSA) - Os Estados Unidos afirmaram nesta quinta-feira (10) que ainda mantém o apoio à entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mas não pronunciaram um prazo para que isso ocorra.   

"A declaração conjunta de 19 de março do presidente Trump e do presidente Bolsonaro afirmou claramente o apoio ao Brasil para iniciar o processo para se tornar um membro pleno da OCDE e saudou os esforços contínuos do Brasil em relação às reformas econômicas, melhores práticas e conformidade com as normas da OCDE. Continuamos mantendo essa declaração", diz uma nota divulgada pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.   

A mensagem foi divulgada depois que a agência Bloomberg revelou que o secretário americano de Estado, Mike Pompeo, declarou apoio apenas às entradas de Argentina e Romênia. A publicação informa que o posicionamento do governo de Donald Trump consta em uma carta enviada por Pompeo ao secretário-geral da OCDE, Angel Gurria. De acordo com a nota da Embaixada dos EUA, o país continua preferindo uma ampliação em "ritmo controlado" e defende uma pressão maior por reformas nos países que desejam integrar o grupo.   

"Apoiamos a expansão da OCDE a um ritmo controlado que leve em conta a necessidade de pressionar as reformas de governança e o planejamento de sucessão", explica. O texto ainda acrescenta que todo o processo de nova adesões, incluindo calendário e ordem dos convites, deve ser construído por meio de consenso. "Continuaremos a trabalhar com outros membros da OCDE para encontrar um caminho para a expansão da instituição. Todos os 36 países membros da OCDE devem concordar, por consenso, com o calendário e a ordem dos convites para iniciar o processo de adesão à OCDE", finaliza. Em declaração dada em São Paulo, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, minimizou a decisão norte-americana. "O país, por determinação do presidente Jair Bolsonaro, e toda a equipe ministerial, está determinada a cumprir todas aquelas exigências que os países membros da OCDE têm que praticar na sua relação com a sociedade, nas relações com o mundo econômico, nas relações internacionais".   

Segundo o brasileiro, "o padrão de convivência, o padrão de prestação de serviço e o padrão de regulação do país têm que estar dentro de um standard e nós vamos trabalhar para colocar o Brasil dentro do standard".   

O pedido de adesão do Brasil foi feito em maio de 2017, ainda no governo Temer, mas a entrada depende da aprovação dos Estados-membros, que incluem as nações mais desenvolvidas do mundo, além de países do leste europeu, do Chile, do México e da Turquia. A entrada na entidade é um dos principais objetivos da política externa da gestão Bolsonaro e era dada como justificativa para o alinhamento total entre Brasil e Estados Unidos. (ANSA)
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