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Líderes da Venezuela viajam à Rússia e Coreia do Norte

28.jul.2019 - Líder venezuelano, Nicolás Maduro, em discurso durante o Foro de São Paulo no Palácio Presidencial de Miraflores em Caracas - Federico Parra/AFP
28.jul.2019 - Líder venezuelano, Nicolás Maduro, em discurso durante o Foro de São Paulo no Palácio Presidencial de Miraflores em Caracas Imagem: Federico Parra/AFP

Em Caracas

24/09/2019 00h54

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e o número dois do governo, Diosdado Cabello, visitam Rússia e Coreia do Norte, respectivamente, em meio à crise política e econômica que atinge os venezuelanos.

"Dentro de algumas horas estou partindo para a Federação da Rússia, para uma visita oficial onde encontrarei nosso amigo e companheiro presidente Vladimir Putin", disse Maduro nesta segunda-feira na TV estatal.

Simultaneamente, Cabello realiza uma visita à Coreia do Norte à frente de uma "delegação de alto nível".

Cabello, presidente 'chavista' da Assembleia Constituinte com plenos poderes no país, buscará "afiançar os laços de cooperação" com Pyongyang "em distintas áreas estratégicas para as duas nações".

Diante da pior crise política e econômica da história recente do país, Maduro destacou que se reunirá com "grupos empresariais importantes da Rússia".

O objetivo será "revisar toda a dinâmica da nossa relação bilateral (...) e buscar novos caminhos para dinamizar a cooperação em todos os planos", disse o presidente.

Sob forte pressão internacional liderada pelos Estados Unidos, Maduro busca apoio de seus aliados após conquistar um segundo mandato, em 2018, que é ignorado por cerca de 60 países.

Washington, que adotou sanções que incluem um embargo ao petróleo venezuelano, promove a saída de Maduro e apoia o autoproclamado presidente interino e líder opositor, Juan Guaidó, que tem o respaldo de um pequeno grupo de países, liderados por Rússia, China e Cuba.

A Rússia é o segundo maior credor da Venezuela, atrás apenas da China, e Moscou tem importantes investimentos em recursos petroleiros na Venezuela.

Caracas é um grande comprador de armamento russo.

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