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Se assessores do PT investirem prêmio da Mega, quanto podem ganhar por mês?

Reinaldo Canato/UOL
Imagem: Reinaldo Canato/UOL
do UOL

Ricardo Marchesan

Do UOL, em São Paulo

19/09/2019 17h12

Ganhar na Mega-Sena, largar o emprego e viver de renda. Com certeza essa é uma fantasia que muitos já tiveram --ou ainda têm-- ao sonhar com o bilhete premiado. Agora, os funcionários e assessores do PT que levaram os R$ 120 milhões no sorteio de quarta-feira (18) poderão colocar esse plano em prática.

Segundo Luiz Garcia, responsável pela assessoria a investidores da RB Investimentos, aplicações com retornos maiores (e riscos mais elevados também) podem gerar até R$ 18 mil por mês para cada um.

O UOL pediu que ele sugerisse aplicações e calculasse quanto seria possível conseguir ao mês, levando em conta três perfis de investidores: os conservadores, os moderados e os agressivos.

Para o cálculo, foi usado o valor de R$ 2,25 milhões, que é o valor aproximado após a divisão entre as 49 cotas do bolão, somadas às quatro copeiras que costumavam participar, mas não o fizeram nesta semana, como anunciado pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP) em seu Twitter. Confira.

Conservador

Para um investidor conservador, muito avesso a riscos, uma possibilidade são títulos públicos ligados à taxa básica de juros (Selic). Pensando em uma aplicação com prazo maior, que paga menos Imposto de Renda, é possível um rendimento de 0,38% ao mês, já descontados os tributos, segundo Garcia. Nesse cenário, os vencedores levariam cerca de R$ 8.500 ao mês.

Além dos impostos nesse tipo de investimento, outro problema é que a taxa de juros está baixa. O Banco Central cortou novamente a taxa nesta quarta-feira, para 5,5% ao ano. Com essa tendência, o rendimento vai caindo, e a conta pode ficar "muito ruim", disse Garcia.

Moderado

Para conseguir ganhos maiores, principalmente com um cenário de juros em baixa, os vencedores precisam estar mais abertos a riscos. Entre aplicações para quem tem um perfil moderado, Garcia sugere fundos imobiliários. Simulando um retorno de 0,57% ao mês, renderia cerca de R$ 12,8 mil --uma boa vantagem em comparação com os títulos públicos, afirma Garcia, ainda que o risco seja maior.

Para evitar grandes oscilações do rendimento, ele recomenda a diversificação dos investimentos, fazendo uma carteira de fundos imobiliários, em vez de investir em um só. Entre as vantagens estão a liquidez e a isenção de IR, no caso do investidor pessoa física. Há cobrança de imposto de 20% apenas sobre a eventual valorização das cotas no momento da venda.

Garcia diz que, além dos fundos imobiliários, para o moderado há boas opções de debêntures incentivadas no mercado, também isentas de IR.

Agressivo

Agora, se os vencedores estiverem confiantes depois da sorte que tiveram, Garcia sugere investir em ações que são consideradas boas pagadoras de dividendos --empresas que distribuem parte dos lucros para os acionistas. Há empresas do setor de energia, de combustíveis, telefônicas e bancos com esse perfil.

Nesse caso, o retorno pode chegar a 0,8% ao mês, segundo Garcia, levando a uma renda mensal de cerca de R$ 18 mil.

Por outro lado, o risco é considerável, e as oscilações podem chegar a 30%. Além disso, esse tipo de aplicação é recomendada para investidores que tenham mais experiência no mercado financeiro.

Importante é diversificar

Independentemente do perfil, os especialistas recomendam a diversificação, ou seja, aplicar em produtos diferentes. Com isso, é possível manter uma rentabilidade satisfatória, ao mesmo tempo em que se protege do risco de grandes perdas.

Assim, o que vai diferenciar a carteira do investidor conservador, moderado ou agressivo não é, necessariamente, quais investimentos fazem parte dela, mas, sim, a proporção entre eles, segundo Artur Schneider, responsável pela área de renda fixa da Monte Bravo.

Por exemplo, um conservador deve aplicar uma fatia maior do seu dinheiro em renda fixa, que é mais segura, apesar de trazer ganhos menores. O agressivo não precisa deixar a renda fixa de lado, mas vai investir muito menos nela.

Segundo Schneider, uma carteira conservadora pode trazer rendimentos de 0,45% ao mês, uma moderada, 0,55%, e uma conservadora, cerca de 0,7%. No caso desse última, seria uma média ao longo de um ano, já que as oscilações são maiores nesse tipo de aplicação.

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