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Congresso dos EUA não tem informação sobre queixa de inteligência sobre Trump

19/09/2019 18h33

Washington, 19 Set 2019 (AFP) - Membros do Congresso dos EUA não conseguiram nesta quinta-feira (19) obter informação sobre uma denúncia realizada por um funcionário dos serviços de inteligência que, segundo o jornal The Washington Post, estava preocupado por algumas comunicações entre o presidente Donald Trump e um líder estrangeiro.

Michael Atkinson, inspetor de inteligência dos Estados Unidos, compareceu nesta quinta ao Comitê de Inteligência da Câmara de Representantes, onde os democratas são maioria, para discutir a denúncia do informante que envolve Trump, mas o funcionário afirmou que não poderia fazer revelações sem a autorização de seus superiores.

"Não obtivemos uma resposta porque o Departamento de Justiça e o diretor de Inteligência Nacional (DNI) não permitiram que o inspetor geral falasse conosco", declarou o presidente do Comitê, o democrata Adam Schiff, à imprensa no final da audiência realizada a portas fechadas durante várias horas.

O legislador democrata acrescentou que "não temos o relatório, não sabemos se a notícia da imprensa é preciso ou impreciso", e ameaçou processar legalmente ou utilizar outros meios à disposição da comissão para obrigar o diretor de inteligência nacional a atuar com maior transparência.

Segundo o jornal The Washington Post, a queixa apresentada por um funcionário de inteligência dos Estados Unidos surgiu das comunicações de Trump com um líder estrangeiro que não foi identificado e uma "promessa" realizada pelo presidente.

O funcionário apresentou uma queixa a seus superiores, que a consideraram um assunto de "preocupação urgente" que precisava da notificação aos comitês de supervisão do Congresso.

Schiff disse antes em um comunicado que o comitê dava "a maior importância à proteção dos denunciantes e suas queixas diante do Congresso".

Trump minimizou o assunto no Twitter, ao classificar a história como uma "notícia falsa" e afirmou que, cada vez que fala com líderes estrangeiros por telefone, é muito consciente de que provavelmente há "muita gente" escutando nas agências americanas.

"Sabendo de tudo isso, alguém é suficientemente tolo para acreditar que eu diria algo inapropriado a um líder estrangeiro em um telefonema potencialmente 'muito povoado'", questionou Trump.

Os congressistas que deixaram a sala da reunião se negaram a falar com a imprensa.

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