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Polícia de Hong Kong proíbe manifestação convocada para o próximo domingo

12/09/2019 08h29

Hong Kong, 12 set (EFE).- A polícia de Hong Kong proibiu nesta quinta-feira a manifestação convocada para o próximo domingo pela Frente Civil de Direitos Humanos após o anúncio da retirada definitiva do projeto de lei de extradição por parte da chefe do governo local, Carrie Lam.

O protesto foi convocado para exigir que Lam atenda a outras quatro demandas dos manifestantes: aceite uma investigação independentes sobre a atuação policial nos protestos, liberte os presos, descarte considerar as manifestações como uma "revolta" e que volte a adotar a eleição universal como critério para escolher o chefe de governo de Hong Kong.

A Frente Civil de Direitos Humanos considerou que a retirada do projeto de lei que originou os protestos é uma medida que chegou "tarde demais" e é insuficiente para atender às reivindicações da população.

"O governo de Lam, devido à sua arrogância, grave falta de cálculo político e incentivo à violência policial elevou a crise a tal nível que a mera retirada do projeto não pode acalmar a população de Hong Kong", afirmou o movimento civil em uma carta.

Na decisão para suspender o protesto, a polícia de Hong Kong argumenta que durante os protestos alguns manifestantes não só cometeram atos de violência, mas também provocaram incêndios e bloqueios de estrada, usando "bombas de gasolina e outros tipos de armas para destruir bens públicos em grande escala".

Além disso, a polícia de Hong Kong considerou que a manifestação foi convocada para uma área muito próxima a "edifícios de alto risco", citando especificamente uma estação de trem de alta velocidade e o próprio quartel-general do órgão.

O movimento civil já informou que apresentou um recurso contra a proibição do protesto.

A companhia aérea Hong Kong Cathay Pacific Airways anunciou ontem que o número de passageiros movimentados por ela em agosto caiu 38% devido aos protestos. A chegada de turistas na cidade despencou 40% no mesmo mês, a maior queda registrada desde 2003, quando a região foi afetada por uma epidemia da síndrome respiratória severa e aguda (SARS). EFE

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