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PF faz ação contra 5 desembargadores e suspeita de venda de sentenças na BA

11.set.2019 - TRT-5 (Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região) foi alvo de ação da PF - Divulgação
11.set.2019 - TRT-5 (Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região) foi alvo de ação da PF Imagem: Divulgação
do UOL

Alexandre Santos

Colaboração para o UOL, em Salvador

11/09/2019 16h40Atualizada em 11/09/2019 19h18

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã de hoje a Operação Injusta Causa, que investiga um suposto esquema de venda de decisões judiciais e tráfico de influência na Justiça do Trabalho na Bahia.

A ação tem como alvo cinco desembargadores do TRT-5 (Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região), com sede no bairro de Nazaré, em Salvador. Todos foram alvo de reclamações disciplinares na Corregedoria Nacional de Justiça do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Segundo a PF, cerca de 50 agentes e cinco procuradores da República foram acionados para cumprir 11 mandados de busca e apreensão.

Divididos em grupos, eles estiveram em gabinetes dos desembargadores no TRT-5, em um escritório de advocacia e nas residências dos investigados —dentre os quais, um apartamento no Loteamento Aquarius, condomínio de alto padrão da capital.

Os policiais deixaram os dois locais carregando malotes lacrados e adesivados com as iniciais "PF". Em vez da tradicional vestimenta preta, os agentes usavam terno e gravata e se deslocaram em veículos descaracterizados.

De acordo com a PF, o objetivo da operação é apreender provas complementares dos supostos crimes praticados. Não foram informados detalhes do suposto esquema.

Os mandados foram expedidos por ordem do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Procurada pelo UOL, a corte respondeu que não passaria informações porque o processo sobre o caso tramita em segredo de Justiça.

A assessoria do TRT-5, por sua vez, diz estar colaborando para o cumprimento dos mandados de busca e apreensão no tribunal.

O UOL procurou a Amatra5 (Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho da 5ª Região), mas foi informado por uma funcionária que não havia ninguém disponível para falar com a reportagem.

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