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Homem condenado a 136 anos de prisão por abuso de crianças é preso em MG

do UOL

Daniel Leite

Colaboração para o UOL, em Juiz de Fora (MG)

11/09/2019 14h51

A polícia prendeu ontem um homem de 44 anos condenado a 136 anos de prisão por abuso sexual contra cinco crianças. A condenação foi proferida no início deste mês. Segundo o Tribunal de Justiça, o homem negou as acusações. Por ser de primeira instância, a decisão está sujeita a recurso.

De acordo com a polícia, os crimes começaram a ser praticados em 2015 e duraram cerca de três anos. Para convencer os menores, ele oferecia doces e dinheiro e os ameaçava. "Uma delas [das vítimas], inclusive, nos contou em depoimento que chegou a ser empurrada do terceiro andar da casa quando ameaçou falar sobre o abuso", afirmou a chefe do departamento de investigação, Elenice Cristine Ferreira Batista.

Todas as vítimas têm menos de 14 anos de idade, configurando estupro de vulnerável. O homem foi preso ontem, na Vila Iris, em Santa Luzia, região metropolitana de Belo Horizonte, por investigadores da Divisão Especializada de Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente. O nome e a identidade dele não foram divulgados.

Fotos encontradas no celular

Em janeiro do ano passado, os investigadores receberam a primeira denúncia, da mãe de uma das crianças. Ela viu no celular da filha fotos íntimas da garota. A menina, então, contou sobre os abusos e relatou saber de outras amigas, menores de idade, também violentadas pelo mesmo homem. A partir disso, foram feitas outras denúncias e mais casos apareceram.

De acordo com a polícia, o homem é casado e tem oito filhos. Para cometer os abusos, ele se aproveitava do fato de a esposa trabalhar como cuidadora de crianças na casa onde moram.

Segundo a investigação, para cometer os abusos sexuais, ele se aproximava das meninas quando estava sozinho com elas. Das cinco vítimas conhecidas, três são sobrinhas dele e duas são suas vizinhas.

A defesa vai recorrer da decisão. "A decisão é contrária às provas dos autos, a pena é desproporcional e não há necessidade da negativa dele recorrer em liberdade", disse o advogado Diego Antônio Barbosa.

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