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Funcionários dos Correios entram em greve

Sindicatos dizem que paralisação foi uma "exigência para defender os direitos conquistados em anos de lutas" - José Lucena/Futura Press/Agência Estado
Sindicatos dizem que paralisação foi uma "exigência para defender os direitos conquistados em anos de lutas" Imagem: José Lucena/Futura Press/Agência Estado
do UOL

Bruno Madrid

do UOL, em São Paulo

11/09/2019 08h43

A Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios) e o Sintect-SP (Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo, Grande SP e Sorocaba) anunciaram que estão em greve desde o final da noite de ontem por tempo indeterminado. A informação foi confirmada pela página oficial dos Correios.

De acordo com os sindicatos, a maioria dos estados do país decretaram paralisação após assembleia realizada ontem. Para eles, o governo e a ECT (Empresa Brasileira de Correios) seriam os culpados pela greve, já que se negaram a "negociar um acordo coletivo e querem esfolar a categoria".

"A decisão foi uma exigência para defender os direitos conquistados em anos de lutas, os salários, os empregos, a estatal pública e o sustento da família", informam os sindicatos.

Na semana passada, a FENTECT (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares) já havia afirmado que uma assembleia poderia decretar o início da greve.

A paralisação acontece dias após a Polícia Federal deflagrar uma operação contra fraudes nos Correios. Uma possível privatização da empresa, vista com bons olhos pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL), também vem ganhando força.

Empresa diz que clientes não serão afetados

A administração dos Correios informou que a "paralisação parcial que teve início nesta terça-feira em algumas localidades do país não prejudicará a população".

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