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Equador permitirá entrada de venezuelanos com visto para terceiro país

11/09/2019 19h36

Quito, 11 set (EFE).- O Equador permitirá que emigrantes venezuelanos que disponham de vistos para terceiros países atravessem o seu território, segundo anúncio feito nesta quarta-feira à Agência Efe pelo ministro de Relações Exteriores e Mobilidade Humana, José Valencia.

O chanceler disse em entrevista que os emigrantes poderão recorrer a uma "permissão de passagem", que já está habilitado nos terminais de fronteira e que só se poderá ser obtido apresentando o visto correspondente ao terceiro país.

A permissão, que é gratuita, concede ao emigrante a possibilidade de circular livremente pelo território equatoriano durante um período de dez dias, a fim de chegar ao destino.

"Esta permissão está vigente em geral para todos os estrangeiros que estão em trânsito para outro país, mas de maneira particular, levando em conta as circunstâncias conhecidas, estamos precisando que os venezuelanos que vão em trânsito para outro país também podem ter acesso a essa permissão", explicou Valencia.

Nos últimos dois anos, passaram pelo Equador mais de um milhão de emigrantes venezuelanos, dos quais cerca de 400 mil permaneceram no país, com um custo social e econômico alto para o governo equatoriano. Os valores chegaram a US$ 77 milhões em 2018, e a previsão para 2019 é de US$ 120 milhões.

Diante das previsões de um fluxo até maior, que segundo as Nações Unidas chegaria a 500 mil pessoas no final de ano, o presidente Lenín Moreno determinou o requisito de um visto excepcional, com caráter humanitário, desde o dia 26 de agosto. Isso reduziu o número de entradas de maneira significativa, ao mesmo tempo em que fez com que houvesse quem buscasse o acesso por vias irregulares.

Além disso, do lado colombiano da passagem de Rumichaca, ficaram retidos mais de 1 mil pessoas que chegaram depois da entrada em vigor do requisito e não tinham para onde se dirigir.

Desde então, particularmente na última semana, a Colômbia solicitou ao Equador e ao Peru, inclusive por meio da ONU, que flexibilizassem os requisitos de entrada e permitissem um corredor humanitário para os venezuelanos que ficaram no seu território.

Valencia garantiu, nesse sentido, que o seu país não tem a intenção de causar problemas a outros países. Além disso, afirmou que a "permissão de passagem" é gratuita. "O único requisito é que a pessoa interessada em obtê-lo apresente uma visto válido ao país para o qual se está dirigindo", esclareceu. EFE

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