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Jovem canadense ajuda a desvendar caso de 27 anos atrás com câmera GoPro

Jovem canadense com câmera GoPro ajuda a desvendar caso de 27 anos atrás - Divulgação
Jovem canadense com câmera GoPro ajuda a desvendar caso de 27 anos atrás Imagem: Divulgação
do UOL

Do UOL, em São Paulo

10/09/2019 10h14

Um jovem canadense que encontrou um carro em um lago de British Columbia ajudou a resolver um caso de uma mulher desaparecida 27 anos atrás. Max Werenka, de 13 anos, decidiu checar quando um cliente da hospedagem de seus pais afirmou que viu um "objeto brilhante" submerso.

A mulher desaparecida é Janet Farris, que em 1992 estava dirigindo para um casamento em Alberta, no Canadá, quando sumiu. Seus familiares nunca souberam seu paradeiro, já que sequer seu carro havia sido encontrado.

"Foi uma completa série de acasos. É como se fosse para acontecer, as coisas se alinharam", disse a mãe de Max, Nancy, à People.

O caso voltou a se desenvolver em 20 de agosto, quando hóspedes da família, que aluga chalés, viram algo brilhante no lago. Com pranchas, Max se aproximou do local. "Não foi fácil de ver, porque o sol estava batendo direto ali".

O jovem Max Werenka - Divulgação
O jovem Max Werenka
Imagem: Divulgação

Max e os hóspedes pesquisaram sobre acidentes no local, e souberam que um carro caiu no lago em 2009. Na ocasião, as quatro pessoas envolvidas no acidente foram resgatadas. Eles até deixaram o assunto de lado, mas em um encontro com um policial local, mencionaram como era estranho o carro ter sido deixado submerso. O policial se surpreendeu: "Mas aquele carro foi removido".

No dia seguinte, começou uma investigação, com a ajuda de Max. "Meu garoto pegou sua câmera GoPro e disse: 'Eu vou mergulhar e mostrar para vocês'. Ele foi e filmou onde estava o veículo e mostrou aos policiais."

Em seguida, a polícia mandou uma equipe de mergulho e retirou o carro, encontrando um Honda Accord de 1986. O corpo de Farris foi descoberto dentro dele, com documentos de identificação. A família, que por anos já achava que ela havia morrido, foi informada.

"Acho que o pior era não saber", disse o filho George Farris, de 62 anos, à CBC. "Nós meio que presumimos que ela saiu da rodovia, dormiu, ou que tentou evitar algum acidente com animal na rodovia".

Nancy, a mãe de Max, afirmou que se sente triste pela família, mas salientou: "Pelo menos eles encontraram uma conclusão para tudo isso. Eles estão aliviados em saber o que aconteceu."

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do informado, por conta de um erro de digitação, o Honda Accord era de 1986, e não 1996. A informação foi corrigida.

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