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Haddad: Difícil outro país latino-americano eleger alguém como o Bolsonaro

Fernanda Haddad dá entrevista a João Gordo no canal Panelaço - Reprodução/YouTube
Fernanda Haddad dá entrevista a João Gordo no canal Panelaço Imagem: Reprodução/YouTube
do UOL

Rodolfo Vicentini

Do UOL, em São Paulo

22/08/2019 20h47

Fernando Haddad foi o convidado de hoje do Panelaço, canal do YouTube comandado por João Gordo, que abordou com o ex-prefeito de São Paulo diversos temas como política, vida pessoal e comida vegana. O programa foi gravado antes do político ser condenado por falsidade ideológica pela Justiça Eleitoral.

Questionado pelo apresentador se ainda existe democracia no Brasil no governo de Bolsonaro, Haddad disse que a onda de ódio no país está crescendo cada vez porque o próprio Estado apoia isso.

"Está rolando uma coisa muito perigosa. Você pode apoiar um governo, mas isso não te dá o direito de validar a violência do Estado. Se as coisas saírem do controle, não é legal. E eu não estou vendo muita gente atenta a isso", analisou.

"Muito dificilmente um país latino-americano elegeria alguém com o perfil do Bolsonaro. Conheço razoavelmente bem a realidade argentina, uruguaia, chilena. Não consigo nem conceber alguém com esses traços chegar a presidente da república. Tem uma coisa nossa que precisa ser cuidada, uma coisa local".

"Tínhamos 13 candidatos"

Haddad ainda declarou a João Gordo que não condena quem não votou nele nas últimas eleições para presidente, mas salienta que tinham outras opções além de Bolsonaro.

"Eu nunca condeno a população. O cidadão que fala: 'Pô, não dá assim'. O cara tem a sua razão. O que não significa dizer que a gente fez a melhor decisão ano passado. Uma coisa é não escolher o PT, depois de quatro eleições, mas tínhamos 13 candidatos. Eu era um dos 13.", disse o petista.

João Gordo comentou em seguida que votou duas vezes na vida apenas: para o Lula em 2002, quando ele foi eleito, e para Haddad ano passado. "Foi quando eu senti necessidade de votar mesmo. E muita gente anulou o voto, eu acho que por causa disso foi mais fácil para a figura [Bolsonaro] se eleger."

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