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Igreja pede que pobres argentinos sejam privilegiados após anúncio de medidas

14/08/2019 14h56

Buenos Aires, 14 ago (EFE).- A Conferência Episcopal Argentina (CEA) pediu nesta quarta-feira ao Governo que cuide "do bem comum, privilegiando os mais pobres, que são os que mais sofrem", depois do presidente Mauricio Macri anunciar várias medidas para melhorar a economia do país após a derrota nas primárias de domingo.

"Avaliamos a grande participação do povo argentino nas primárias de domingo, que se desenvolveram em paz e sem contratempos. Esperamos que essa atitude exemplar se reflita agora em todos os setores da comunidade nacional. Trata-se especialmente de cuidar do bem comum privilegiando os pobres, que são os que mais sofrem", afirmou a CEA em comunicado.

No marco das turbulências no mercado argentino desde o término das Primárias Abertas Simultâneas e Obrigatórias (PASO) de domingo passado, os bispos argentinos expressaram esta opinião ao término da 182ª Reunião de Comissão Permanente presidida pelo Monsenhor Oscar Ojea, bispo da Diocese de San Isidro na província de Buenos Aires.

"Oferecemos nossa oração de pastores e convidamos todas as paróquias e comunidades que rezem pela pátria", disseram os bispos no comunicado.

A pobreza afeta no país sul-americano mais de 32% da população, 4,7 pontos acima da taxa registrada no primeiro semestre do ano passado, e o desemprego é de 10,1%, um nível que não era registrado desde 2006.

A inflação alcançou 22,4% no primeiro semestre e, segundo especialistas, pode chegar a 40% ao final do ano.

As medidas econômicas que o presidente argentino comunicou nesta quarta-feira afetarão cerca de 17 milhões de trabalhadores, segundo dados do governo, e sobretudo favorecerão Pequenas e Médias empresas e a classe média. EFE

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