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Guardas que vigiavam Epstein dormiram e falsificaram registro, diz jornal

14/08/2019 16h07

Nova York, 14 ago (EFE).- Os dois guardas responsáveis por vigiar a cela do milionário Jeffrey Epstein, encontrado morto no último sábado na penitenciária federal de Nova York onde aguardava ser julgado por uma acusação de manter uma rede de exploração sexual de menores, dormiram durante a madrugada e falsificaram os registros para encobrir o erro.

A denúncia foi feita nesta quarta-feira pelo jornal "The New York Times", que ouviu vários funcionários da prisão com conhecimento do caso. A falsificação dos registros teria sido notado ontem, quando o Departamento de Justiça anunciou que dois agentes seriam suspensos administrativamente e a diretora da prisão transferida.

Epstein, de 66 anos, é acusado de montar uma rede de exploração sexual de menores há mais de uma década. Os guardas deveriam verificar a cela onde ele era mantido a cada 30 minutos, mas dormiram, segundo o "Times", por três horas, modificando os registros para dar a entender que o protocolo havia sido seguido como o previsto.

A informação de que os guardas estavam dormindo horas antes de Epstein ser encontrado morto foi confirmada por outros funcionários do Correctional Metropolitan Center ao jornal.

A morte de Epstein está sendo investigada pelo FBI e pelo Departamento de Justiça. O procurador-geral dos EUA, William Barr, já antecipou que houve "irregularidades" na prisão e que os responsáveis serão punidos pelas falhas.

O milionário passou a ser alvo de uma vigilância especial após ser colocado em um protocolo de prevenção de suicídios. Isso ocorreu depois de Epstein ter sido encontrado desacordado em sua cela, com marcas no pescoço, no dia 23 de julho.

Segundo a imprensa americana, os advogados do milionário pediram à direção da prisão que Epstein fosse retirado do protocolo, que além da vigilância especial previa que o acusado compartilhasse cela com outros presos.

Epstein, porém, estava sozinho na hora da morte porque o companheiro de cela havia sido transferido recentemente, o que também representa uma violação do protocolo penal. EFE

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