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Governo iemenita acusa EAU de golpe de estado por apoio a separatistas

14/08/2019 07h47

Cairo, 14 ago (EFE).- O Governo do Iêmen reconhecido internacionalmente responsabilizou nesta quarta-feira os Emirados Árabes Unidos (EAU) pelas consequências do golpe de estado cometido no sábado contra suas instituições oficiais em Áden, sede provisória do Executivo iemenita, pelo apoio aos separatistas que o perpetraram.

"O Executivo iemenita responsabiliza o Conselho Transitório Sulista e os EAU pelas repercussões deste golpe contra o Governo legítimo na capital temporária de Áden", disse o Ministério de Relações Exteriores iemenita em comunicado.

O departamento pediu a Abu Dhabi, parte da coalizão militar liderada pela Arábia Saudita em apoio ao Governo reconhecido internacionalmente de Abdo Rabu Mansour Hadi na luta contra os rebeldes houthis no norte do país, que deixe de apoiar os separatistas do sul.

Concretamente, pediu ao país árabe que retire o apoio financeiro e militar de forma "total e imediata", já que vai contra os objetivos principais da aliança liderada por Riad no Iêmen.

No fim de semana passado, os separatistas conseguiram tomar o controle temporário de Áden após enfrentamentos com militares, algo que o Executivo de Hadi, exilado na Arábia Saudita, denunciou como "um golpe de Estado contra as instituições estatais legítimas".

A coalizão árabe impôs então um cessar-fogo, restabelecendo o status quo na cidade litorânea, sede provisória do Governo reconhecido internacionalmente.

Na aliança liderada pelos sauditas participam os EAU, que vem apoiando e treinando paralelamente as milícias separatistas no sul do Iêmen integradas no chamado Cinturão de Segurança.

Estas cobram poder em Áden diante da falta de autoridade do Governo de Hadi.

Há poucos dias, Abu Dhabi se pronunciou sobre a situação em Áden e chamou a diminuir a tensão e a manter um diálogo. EFE

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