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Em crise interna, governo italiano homenageia vítimas do desabamento de ponte há um ano

14/08/2019 06h41

A crise política que agita a Itália é suspensa por um breve momento de união nacional. O presidente italiano, Sergio Mattarella, e líderes de partidos políticos participaram na manhã desta quarta-feira (13) de uma missa em homenagem aos 43 mortos no desabamento da ponte Morandi, em Gênova.

A crise política que agita a Itália é suspensa por um breve momento de união nacional. O presidente italiano, Sergio Mattarella, e líderes de partidos políticos participaram na manhã desta quarta-feira (13) de uma missa em homenagem aos 43 mortos no desabamento da ponte Morandi, em Gênova.

Os nomes das 43 vítimas da ponte Morandi foram lidos um a um no início de uma cerimônia solene que contou com a presença do chefe de governo italiano, Giuseppe Conte, e de vários ministros, incluindo Matteo Salvini, do Interior. O líder populista abriu uma crise esta semana para derrubar a coalizão de governo formada com o movimento antissistema 5 estrelas, a fim de convocar eleições antecipadas.

No dia 14 de agosto de 2018, chuvas fortes atingiam a região de Gênova. Uma porção de cerca de 1,2 km do viaduto Morandi desmoronou, levando junto carros e caminhões em uma queda de 50m de altura.

A estrutura foi construída nos anos 1960 e constituía o grande eixo rodoviário que permitia o acesso à cidade.

Causas ainda sendo investigadas

As causas do colapso do viaduto ainda são investigadas. O Movimento 5 Estrelas acusa o grupo Atlantia, o principal operador da rodovia onde ficava a ponte, de negligência. O grupo Atlantia, propriedade da família Benetton, desmente as acusações.

As 11h36 minutos, momento exato do desabamento, os moradores de Gênova foram convidados a fazer um minuto de silêncio em homenagem aos mortos.

A coalizão da Liga e o M5S anunciaram que o acidente iria justificar o aumento dos gastos orçamentários na Itália. Essa estratégia inquieta a União Europeia diante da enorme dívida pública italiana, que representa cerca de 134% do PIB do país e é uma das mais elevadas entre os Estados integrantes da zona do euro.

Novas eleições

A coalizão entre o partido de extrema direita de Salvini e o movimento antissistema de Luigi de Maio está em colapso. Salvini afirma que o tipo de governo não funciona mais e pede eleições antecipadas até outubro. Ele espera ganhar o pleito a fim de governar sem coalizão.

O Senado italiano decidiu debater a data de uma nova eleição na semana que vem.  

 

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