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Líder de Hong Kong tem o pior nível histórico de popularidade em meio a protestos

A líder de Hong Kong, Carrie Lam, enfrenta o pior nível tem popularidade de um governante da província chinesa - Thomas Peter/Reuters
A líder de Hong Kong, Carrie Lam, enfrenta o pior nível tem popularidade de um governante da província chinesa Imagem: Thomas Peter/Reuters

13/08/2019 10h48

A popularidade da chefe do Governo de Hong Kong, Carrie Lam, chegou a mínimos históricos em comparação com qualquer outro líder da cidade autônoma em meio a históricos protestos, segundo uma pesquisa de opinião citada nesta terça-feira pela televisão local "RTHK".

Em uma escala de 0 a 100 (sendo 100 a avaliação mais positiva), a chefe do Executivo conta com uma taxa de apoio de 27,9, a mais baixa da história inclusive ao ser comparada com a do último governador colonial britânico, Chris Patten.

No mês passado, Lam contava com uma taxa de apoio de 30,1%.

A pesquisa foi realizada pelo Instituto de Pesquisa de Opinião Pública de Hong Kong entre os dias 1 e 6 de agosto e nela participaram mil cidadãos.

Perguntados se votariam em Lam no caso de eleições serem realizadas amanhã, somente 20,4% dos indagados responderam que sim, enquanto 71,6% disseram que não.

Isto, acrescenta o Instituto, arroja uma taxa líquida de popularidade de -51,2%.

Precisamente, uma das exigências dos manifestantes é recuperar o sufrágio direto em Hong Kong.

Lam não é a pior avaliada do Governo que dirige: essa duvidosa honra recai sobre a secretária de Justiça, Teresa Cheng, à qual alguns veículos de imprensa locais acusam de autorizar que um grupo de 45 detidos pelos protestos fossem acusados de revolta, crime que pode render pena de até 10 anos de prisão, ao invés de manifestação ilegal, castigado com até 5 anos de prisão.

Outra pergunta que o Instituto realizou é se os cidadãos apoiam outra exigência dos manifestantes: o estabelecimento de uma comissão independente que investigue se são certas as denúncias de brutalidade policial durante a resposta das forças da lei aos protestos.

Mais de três quartos dos indagados apoiaram a moção, algo que se une à perda de popularidade do corpo policial: se antes do início dos protestos em grande escala (9 de junho) a taxa era de 61%, agora caiu até 39,4%, o que representa o pior dado para a instituição desde que as pesquisas começaram em 2012.

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