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GM e Ford já planejam cenários de crise provocados por uma recessão global

Fábrica da General Motors em Flint, nos Estados Unidos - JEFF KOWALSKY/AFP
Fábrica da General Motors em Flint, nos Estados Unidos
Imagem: JEFF KOWALSKY/AFP

Sanjana Shivdas e Ben Klayman

Bangalore (Índia) e Detroit (EUA)

13/08/2019 16h35

Ford e General Motors estão se preparando para uma possível recessão econômica, disseram hoje executivos das empresas, enquanto uma guerra comercial entre Washington e Pequim alimenta temores de uma recessão global.

A guerra tarifária aumentou os custos da matéria-prima para a indústria automobilística mundial, que já está lidando com a fraca demanda tanto na China quanto nos Estados Unidos.

A Ford tem uma reserva de US$ 20 bilhões para um possível período de baixa, disse o diretor financeiro da Ford North American, Matt Fields, em uma conferência do J.P. Morgan em Nova York.

A General Motors (GM.N) tem US$ 18 bilhões em caixa, com o potencial de pagar dois anos de dividendos, disse o diretor financeiro da empresa, Dhivya Suryadevara, na conferência.

A GM modelou cenários moderados e severos de retração semelhantes aos de 2008-2009 para ter uma noção de como isso pode afetar a lucratividade e o fluxo de caixa no fabricante de automóveis número 1 dos EUA, disse Suryadevara.

"É algo que continuamos vigiando e atualizando continuamente para garantir que estamos prontos para quando a crise chegar", disse Suryadevara, acrescentando que a empresa não vê uma desaceleração iminente.

Adiar o dispêndio de capital não essencial e considerar uma mudança para veículos de preço mais baixo estão entre as poucas coisas que a GM considerará como parte de seu "planejamento de retração" para economizar custos.

Ford disse que estava avaliando "proativamente" seus movimentos futuros, já que trabalha com economistas para modelar a severidade de uma possível recessão. O medo de uma recessão dominou as negociações em Wall Street neste ano e estimulou uma onda de extrema volatilidade após o anúncio do presidente Donald Trump de uma nova rodada de tarifas em 1º de agosto.

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