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Eduardo Bolsonaro pede ajuda da Fiesp para ser aprovado como embaixador

12.ago.2019 - O deputado Eduardo Bolsonaro ao lado de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, na sede da entidade, em São Paulo - Guilherme Rodrigues/MyPhoto Press/Estadão Conteúdo
12.ago.2019 - O deputado Eduardo Bolsonaro ao lado de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, na sede da entidade, em São Paulo Imagem: Guilherme Rodrigues/MyPhoto Press/Estadão Conteúdo

André Ítalo Rocha, colaborou Renato Onofre

São Paulo

12/08/2019 21h20

Cotado para assumir a embaixada do Brasil nos Estados Unidos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, pediu hoje ajuda de diretores da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) para convencer os senadores a aprovarem seu nome para o posto em Washington.

Em uma fala de cerca de cinco minutos, antes do início de um jantar oferecido pela entidade, na sede da federação, na capital paulista, o filho do presidente enfatizou a proximidade que tem o presidente Donald Trump como a sua principal qualidade para se tornar embaixador. No cargo, ele disse, teria condições de acelerar acordos comerciais, que seriam positivos para os industriais presentes no encontro.

"Conto com o apoio dos senhores, caso tenham algum contato com senadores, para poder dizer a eles que a abertura que tenho junto à Casa Branca vai acelerar em muito os acordos comerciais e em outros setores que os senhores tenham interesse", disse. "No final das contas, os senhores não são os malvadões que exploram os empregados, são os que dão pontapé inicial na geração de empregos, é isso que precisamos para ter um país pujante", acrescentou.

Presidente de comissão tenta manobra para dar voto a indicação

O presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), tentou uma manobra para garantir um voto a mais ao deputado na sabatina que vai analisar a indicação do filho do presidente ao cargo de embaixador do Brasil em Washington.

Trad consultou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), sobre quem poderia ocupar a única cadeira vaga no colegiado de 19 senadores com um parlamentar indicado por ele ou pelo próprio Alcolumbre. O assento pertence ao bloco de oposição liderado pelo PT, mas está vago desde o início do ano.

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