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Ativista LGBT russa é assassinada a facadas em São Petersburgo

23/07/2019 12h01

Moscou, 23 jul (EFE).- Uma conhecida defensora das minorias sexuais na Rússia morreu esfaqueada na segunda maior cidade do país, São Petersburgo, segundo informou nesta terça-feira a polícia local.

O corpo de Yelena Grigorieva foi achado no domingo a poucas centenas de metros da sua casa com vários ferimentos causados por uma arma branca, afirmaram as autoridades.

Por esse motivo já foi instaurado um inquérito por assassinato e, segundo alguns meios de comunicação locais, o principal suspeito é um homem de 40 anos procedente da região de Bashkiria.

A polícia admitiu que a vítima denunciou ter sido alvo de várias ameaças, mas acrescentou que todas foram tramitadas legalmente e que nenhuma levava a pensar em represálias contra sua pessoa.

Por outro lado, o ativista Dinar Idrisov acusou a polícia de São Petersburgo de inação diante das várias denúncias de Grigorieva sobre ameaças de morte.

"Ultimamente, ela tinha sido alvo de demonstrações de violência e a tinham ameaçado frequentemente de morte", explicou Idrisov em seu perfil no Facebook.

Grigorieva não só tinha denunciado a perseguição dos homossexuais e lésbicas, mas também da oposição democrática, ao mesmo tempo em que pedia a libertação dos presos políticos ucranianos.

A Rússia proibiu em 2013 a propaganda homossexual entre os menores de idade, lei que este coletivo considera uma desculpa para impedir a realização de passeatas do orgulho gay. EFE

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