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Disparos israelenses deixam 49 palestinos feridos durante protestos em Gaza

19/07/2019 15h23

Gaza, 19 jul (EFE).- Pelo menos 49 palestinos ficaram feridos hoje por disparos do exército israelense nos protestos que são organizados a cada sexta-feira em Gaza junto à fronteira com Israel, segundo informou o Ministério da Saúde do enclave.

De acordo com a fonte, o número total de palestinos feridos foi de 79, sendo 49 deles atingidos por disparos, incluindo dois jornalistas locais e quatro paramédicos.

Meios de comunicação locais estimaram que seis mil cidadãos de Gaza se manifestaram junto à cerca de separação, no leste da Faixa.

Os manifestantes queimaram bandeiras de Israel e gritaram palavras de ordem contra o governo israelense e os Estados Unidos.

Além disso, lançaram pedras contra os soldados israelenses do outro lado da fronteira e ondularam bandeiras palestinas.

Ahmad Bahar, um membro do alto escalão do movimento islamita Hamas, que controla de fato a Faixa de Gaza, se uniu aos protestos e disse aos jornalistas presentes que a queima das bandeiras israelenses é simbólica e representa a rejeição palestina à normalização da "ocupação" (de Israel).

"Queimar a bandeira é uma mensagem e uma lição para todos aqueles que estão normalizando relações com a 'ocupação'", que por sua vez "deve aprender com os palestinos", disse Bahar.

As forças israelenses lançaram gás lacrimogêneo e atiraram na direção dos manifestantes para mantê-los afastados da cerca de separação.

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, desde março de 2018, quando começaram as chamadas Marchas do Retorno, 306 palestinos morreram e 17 mil foram feridos por disparos israelenses.

Os manifestantes reivindicam o direito ao retorno dos refugiados palestinos e o fim do bloqueio israelense imposto sobre o enclave desde 2007, quando o Hamas tomou o controle da Faixa. EFE

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