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Boris Johnson lidera com folga disputa para premiê britânico

20/06/2019 12h32

Por Guy Faulconbridge

LONDRES (Reuters) - Boris Johnson, ex-secretário das Relações Exteriores do Reino Unido que ajudou a comandar a campanha do referendo de 2016 sobre a saída britânica da União Europeia, segue avançando nesta quinta-feira rumo à conquista do cargo mais importante do país para substituir a primeira-ministra britânica, Theresa May.

Na quarta votação dos parlamentares conservadores, que eliminou o secretário do Interior britânico, Sajid Javid, Johnson voltou a abrir uma grande distância de seus adversários. O resultado da quinta e última votação deve sair por volta das 13h (hora de Brasília), desta quinta-feira.

Johnson, que foi prefeito de Londres durante oito anos, alega ser o único candidato capaz de concretizar o Brexit no dia 31 de outubro, e enfrenta as ameaças eleitorais do Partido do Brexit de Nigel Farage e do Partido Trabalhista de Jeremy Corbyn.

Apesar de uma série de escândalos no passado e de críticas ao seu apego a detalhes, Johnson domina a corrida desde que May anunciou, um mês atrás, que renunciaria após fracassar repetidamente em obter a ratificação do Parlamento ao seu acordo do Brexit.

Johnson, de 55 anos, recebeu mais votos dos parlamentares conservadores a cada uma das quatro votações até o momento: 114 dos 313 votos na primeira rodada de 13 de junho, 126 em 18 de junho, 143 na quarta-feira e 157 nesta quinta-feira.

O ministro do Meio Ambiente britânico, Michael Gove, ficou em segundo com 61 votos, e o chanceler Jeremy Hunt em terceiro com 59. Javid recebeu 34.

Depois que a votação final deixar só dois candidatos no páreo, cerca de 160 mil membros da base do Partido Conservador escolherão seu líder –e o próximo premiê britânico– até o final de julho. As casas de aposta veem Johnson com 89% de probabilidade de vencer.

Johnson prometeu tirar seu país da UE em 31 de outubro com ou sem um acordo. O bloco disse que não renegociará o pacto de desfiliação acertado com May no ano passado, e o Parlamento britânico indicou que impedirá uma saída sem acordo.

    Ele não explicou como solucionará o enigma.

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