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Trump revoga plano de Obama para reduzir emissão de centrais térmicas

2019-06-19T14:26:00

19/06/2019 14h26

Washington, 19 jun (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revogou nesta quarta-feira o plano do seu antecessor, Barack Obama, elaborado para reduzir as emissões de dióxido de carbono das centrais térmicas e forçar a transição para energias menos poluentes.

Para substituí-lo, foi lançada a iniciativa batizada como "Energia Limpa Acessível", anunciada pelo diretor da Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), Andrew Wheeler, que se limita a incentivar a eficiência deste tipo de central de geração elétrica para facilitar sua maior longevidade e outorga aos estados discrição para determinar suas metas de emissões.

"Com este plano impulsionaremos novas tecnologias que podem garantir que as centrais térmicas de carvão serão parte do nosso futuro limpo", indicou Wheeler ao realizar o anúncio.

O responsável pela agência ambiental ressaltou que esta legislação põe fim à "guerra ao carvão" lançada por Obama.

A norma federal de 2015 exigia reduzir as emissões de carbono das centrais alimentadas com carvão em 32% até 2030, a respeito dos níveis de 2005 nos EUA, e ordenava que as empresas de fornecimento elétrico se adaptassem para energias mais limpas, como a solar, a eólica e o gás natural.

No entanto, ainda não tinha entrado em vigor, já que estava bloqueada por vários litígios judiciais.

Desde sua chegada à Casa Branca, em janeiro de 2017, Trump criticou a excessiva regulação por parte do governo Obama (2009-2017) e apostou na revitalização da indústria do carvão.

Além disso, o presidente mostrou ceticismo quanto ao aquecimento global e à mudança climática, apesar das advertências da comunidade científica.

Em junho de 2017, Trump anunciou a saída dos EUA do Acordo de Paris, algo que não será efetivo até 2020, o que representa a cessação de todos os compromissos climáticos para o país, que supunha reduzir até 2025 as emissões de gases do efeito estufa entre 26% e 28%, a respeito dos níveis de 2005.

A medida de hoje foi criticada pelos grupos de proteção do meio ambiente e de luta contra a crise climática.

"O plano de energias sujas do presidente Trump não fará nada para encarar os crescentes custos econômicos e perigos gerados pela mudança climática. Ao invés disso, dará aos poluentes ampla capacidade para levar as futuras gerações a um mundo perigosamente hostil", ressaltou Rhea Suh, presidente do Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, em comunicado. EFE

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