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Telegram foi desativado e mensagens não existem mais nem na nuvem, diz Lava Jato

Guilherme Artigas - 17.mar.2017/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Força-tarefa da Lava jato no Paraná Imagem: Guilherme Artigas - 17.mar.2017/Fotoarena/Estadão Conteúdo

São Paulo

2019-06-19T20:09:00

19/06/2019 20h09

A força-tarefa da Operação Lava Jato do Paraná informou que os procuradores da República desativaram suas contas do aplicativo Telegram em abril.

Em nota, a Lava Jato relatou que, desde então, "vários de seus integrantes vêm constatando ataques a seus aplicativos".

"Tendo em vista a continuidade, nos dias subsequentes, das invasões criminosas e o risco à segurança pessoal e de comprometimento de investigações em curso, os procuradores descontinuaram o uso e desativaram as contas do aplicativo Telegram nos celulares, com a exclusão do histórico de mensagens tanto no celular como na nuvem", diz a nota da Lava Jato.

A manifestação foi divulgada após o ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) comparecer à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça do Senado) para falar sobre supostas mensagens do Telegram --nas quais o ministro e procuradores da Lava Jato teriam ajustado passos da operação.

As conversas foram divulgadas pelo site The Intercept Brasil e são relativas à época em que o atual ministro era juiz federal em Curitiba, o juiz da Lava Jato.

Ainda, conforme divulgado em 14 de maio, a PGR determinou a instauração de um procedimento administrativo para acompanhar a apuração de tentativas de ataques cibernéticos a membros do Ministério Público Federal.

"Houve reativação de contas para evitar sequestros de identidade virtual, o que não resgata o histórico de conversas excluídas. Também imediatamente após as constatações, e antes que houvesse notícia pública sobre a investida hacker, a força-tarefa comunicou os ataques à PGR e à Polícia Federal em Curitiba, que, uma vez que não prejudicaria as linhas investigatórias em curso, orientou a troca dos aparelhos e dos números de contato funcionais dos procuradores."

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UOL Notícias

Leia a íntegra da nota da Lava Jato

"Diante de questionamentos apresentados em sessão da CCJ do Senado Federal e de matérias veiculadas na imprensa nesta quarta-feira, 19 de junho, a força-tarefa do Ministério Público Federal no Paraná (MPF/PR) informa que desde abril vários de seus integrantes vêm constatando ataques criminosos às suas contas no aplicativo "Telegram", inclusive com sequestro de identidade virtual.

Tendo em vista a continuidade, nos dias subsequentes, das invasões criminosas e o risco à segurança pessoal e de comprometimento de investigações em curso, os procuradores descontinuaram o uso e desativaram as contas do aplicativo "Telegram" nos celulares, com a exclusão do histórico de mensagens tanto no celular como na nuvem.

Houve reativação de contas para evitar sequestros de identidade virtual, o que não resgata o histórico de conversas excluídas. Também imediatamente após as constatações, e antes que houvesse notícia pública sobre a investida hacker, a força-tarefa comunicou os ataques à PGR e à Polícia Federal em Curitiba, que, uma vez que não prejudicaria as linhas investigatórias em curso, orientou a troca dos aparelhos e dos números de contato funcionais dos procuradores.

Ainda, conforme divulgado em 14 de maio, a PGR determinou a instauração de um procedimento administrativo para acompanhar a apuração de tentativas de ataques cibernéticos a membros do Ministério Público Federal."

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