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Grupo aéreo europeu IAG pretende adquirir 200 aviões Boeing 737 Max

Ruth Fremson/The New York Times
Um Boeing 737 Max na fábrica da Boeing, em Renton, nos EUA Imagem: Ruth Fremson/The New York Times

2019-06-18T14:38:00

18/06/2019 14h38

Madri/Le Bourget (França), 18 jun (EFE).- O grupo aéreo europeu IAG, do qual fazem parte Iberia e British Airways, assinou uma carta de intenção para a compra de 200 aviões da família B737 Max, da fabricante norte-americana Boeing, a primeira encomenda deste modelo após os dois acidentes que causaram a morte de 346 pessoas.

A compra, pendente de um acordo formal, seria a primeira da família 737 Max desde que, em março, este tipo de aeronave foi proibido de voar na Europa, nos EUA, no Brasil e em outros países após os acidentes ocorridos no Mar de Java em outubro de 2018 e na Etiópia em 2019, explicaram à agência Efe fontes da Boeing.

Nesses acidentes, aparentemente causados por uma falha no software de controle de voo conhecido como "MCAS", morreram 346 pessoas.

Além disso, esta seria a primeira encomenda do IAG de aviões da família 737 Max.

As aeronaves, dos modelos 737 Max 8 e 737 Max 10, seriam entregues entre 2023 e 2027 e operadas pelas companhias British Airways, Vueling e Level.

Com base no preço de catálogo, esta operação chegaria a US$ 24 bilhões, segundo a Boeing.

O preço de catálogos é de US$ 117 milhões no caso dos 737 Max 8 e de US$ 131 milhões no dos 737 Max 10, embora o IAG garanta ter negociado um "desconto substancial".

O executivo-chefe do IAG, Willie Walsh, expressou confiança na Boeing e se mostrou convencido de que estes aviões "serão uma grande adição à frota" do grupo.

"Temos plena confiança na Boeing e esperamos que o avião retorne com sucesso a operar nos próximos meses após ter recebido a aprovação por parte dos reguladores", disse Walsh, segundo um comunicado do IAG.

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