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Boeing reconhece erros na gestão da crise das aeronaves 737 Max

2019-06-16T18:21:00

16/06/2019 18h21

Washington, 16 jun (EFE).- O executivo-chefe da Boeing, Dennis Muilenburg, reconheceu que sua companhia cometeu um "erro" na gestão do problema técnico sofrido pela frota dos 737 MAX, paralisada em quase todo o mundo após dois acidentes, informaram neste domingo meios de comunicação americanos.

"Claramente cometemos um erro na implementação dos sistemas de alarme", admitiu Muilenburg.

O diretor classificou como "decisivos" os acidentes dos voos 610 da Lion Air, em outubro de 2018, e 302 da Ethiopian Airlines, em março de 2019, que causaram quase 350 mortes, aparentemente causados pelo software de controle de voo conhecido como MCAS.

Em todo caso, Muilenburg se mostrou convencido de que a gigante aeronáutica sairá da atual crise como uma companhia "melhor e mais forte" do que era antes.

No último dia 23 de maio, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) realizou uma reunião no Texas com os reguladores de 30 países, que seguirão seu próprio calendário para decidir a volta aos seus espaços aéreos do 737 MAX após a eventual aprovação, na qual trataram detalhes do processo de certificação.

A Boeing tem paralisadas as entregas dessas aeronaves aos seus clientes, mas segue produzindo-os a um ritmo mais lento, 42 unidades ao mês, com a ideia de acelerá-la a 57 mensais assim que a frota volte a estar operacional no mundo todo.

Muilenburg pediu repetidas desculpas às vítimas dos dois acidentes, que causaram 346 mortes, e reiterou que a companhia leva a sério a segurança dos seus produtos e que tem como missão recuperar a confiança de clientes e passageiros. EFE

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