Topo

Hong Kong adia mais uma vez a segunda leitura da polêmica lei de extradição

2019-06-13T02:15:00

13/06/2019 02h15

Hong Kong, 13 jun (EFE).- O presidente do Conselho Legislativo de Hong Kong, Andrew Leung, decidiu nesta quinta-feira adiar pelo segundo dia consecutivo a sessão da câmara, que estava agendada para a segunda leitura de uma controversa proposta de lei de extradição que encontrou uma oposição maciça nas ruas.

"O presidente do Conselho Legislativo decidiu que a reunião do Conselho de 12 de junho de 2019 não acontecerá hoje (13 de junho)", disse o conselho, em um comunicado publicado em seu site.

"(Este) será anunciado assim que o presidente determinar o horário da reunião", acrescentou o texto.

Este anúncio acontece depois que ontem dezenas de milhares de pessoas se manifestassem em frente a sede do legislativo de Hong Kong para pedir a retirada da proposta de lei, protestos que foram dispersados pela polícia com gás lacrimogêneo e balas de borracha, e que deixaram 72 feridos (dois deles com gravidade).

A chefe do Executivo, Carrie Lam, disse que os manifestantes atacaram a polícia atirando tijolos, queimando objetos e com barras de metal afiadas.

Além disso, os escritórios do governo de Hong Kong permanecerão fechados hoje e amanhã "por razões de segurança" e a estação de metrô de Admiralty, a mais próxima da sede do governo, não funcionará pelo menos nesta quinta-feira.

A lei encontrou oposição de um amplo espectro social, de estudantes a empresários, que expressaram preocupação com o risco de residentes de Hong Kong acusados de crimes serem transferidos para a China continental.

O governo de Hong Kong insiste que o texto tenta cobrir um vácuo legal, que várias "salvaguardas" foram incluídas e que os tribunais locais revisariam os casos individualmente e poderiam usar o poder de veto para impedir certas extradições.

Mas os opositores temem que, com a nova lei, ativistas locais, jornalistas críticos ou dissidentes chineses que vivem em Hong Kong também possam ser enviados à China continental para julgamento. EFE

Mais Notícias