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Diretor Bryan Singer pagará US$ 150 mil para encerrar processo por estupro

2019-06-13T07:03:00

13/06/2019 07h03

Los Angeles (EUA), 13 jun (EFE).- O diretor americano Bryan Singer pagará US$ 150 mil para encerrar um processo onde ele é acusado de um suposto estupro a um menor de idade, de acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira pelo site da revista especializada em cultura "Variety".

Em dezembro de 2017, Cesar Sanchez-Guzman acusou Singer de tê-lo estuprado em um iate, no ano de 2003, quando tinha 17 anos.

Segundo seu depoimento, o diretor obrigou o jovem a praticar sexo oral e depois penetrou nele.

Posteriormente, Singer disse ao jovem que ele era um conhecido produtor de Hollywood e que ele poderia ajudá-lo a entrar na indústria com papéis como ator se ele não dissesse nada sobre o que aconteceu.

"Ele disse a Cesar que ninguém acreditaria nele se ele informasse o que aconteceu e que ele contrataria pessoas capazes de arruinar sua reputação", afirma o processo.

Andrew Brettler, advogado do diretor, disse hoje em comunicado que Singer segue garantindo ser inocente e afirmou que pagar os US$ 150 mil é "uma decisão puramente comercial" para evitar custos de litígio com um autor que entrou com pedido de falência em 2014.

O diretor foi acusado em várias ocasiões de ter abusado sexualmente de menores.

Singer foi demitido das filmagens de seu último filme, "Bohemian Rhapsody" (2018), por confrontos e mau comportamento com a equipe.

A bem-sucedida "cinebiografia" sobre Freddie Mercury arrecadou US$ 903,6 milhões e conquistou quatro Oscars, incluindo a estatueta de melhor ator para Rami Malek,mas em todos os momentos a promoção do filme e sua publicidade durante a campanha de premiação evitou incluir ou mencionar Singer pelas acusações contra ele.

A filmografia de Singer inclui filmes como "Os Suspeitos" (1995), "X-Men" (2000) e "Superman: O Retorno" (2006). EFE

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