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Mãe é indiciada por tentativa de homicídio após jogar filha do 5º andar

do UOL

Nathan Lopes

Do UOL, em São Paulo

2019-05-24T09:13:15

2019-05-24T16:58:37

24/05/2019 09h13Atualizada em 24/05/2019 16h58

A estudante de 29 anos que atirou sua filha de três anos por uma janela do quinto andar de um prédio na zona oeste da capital paulista foi indiciada por tentativa de homicídio e incêndio, segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública) de São Paulo.

A ocorrência aconteceu por volta da meia-noite de hoje. Mãe e filha estão internadas no Hospital das Clínicas, também na zona oeste. Ainda não há informações sobre o estado de saúde delas.

Ao ser jogada pela janela, a menina caiu sobre um carro que entrava na garagem do edifício, o que amorteceu a queda. O motorista, um homem de 44 anos, percebeu que se tratava de uma criança depois que saiu do veículo.

Segundo o Hospital das Clínicas, a mãe está em estado grave e teve múltiplas fraturas. Já a menina encontra-se estável e, segundo a PM, foi socorrida apenas com escoriações.

Reprodução/RecordTV
Criança caiu em cima de carro que entrava na garagem do prédio Imagem: Reprodução/RecordTV

Após a queda da criança, a mulher incendiou as cortinas do apartamento. Posteriormente, com a chegada dos bombeiros ao apartamento, ela se atirou pela janela.

Segundo relato do Corpo de Bombeiros ao UOL, a entrada no apartamento, com arrombamento da porta, aconteceu quando a mãe ateou fogo na cortina, o que poderia colocar em risco a vida de todos que estavam no prédio.

Os bombeiros também tentaram impedir que ela pulasse. O incêndio e um vazamento de gás foram controlados pela equipe.

A jornalistas na frente do prédio o policial militar Daniel Lisboa disse que a estudante é uma moradora nova do condomínio. "A princípio, ela não tinha nenhum motivo aparente para ter esse surto. A gente não sabe se foi alguma coisa, alguma briga que levou ela a ter esse tipo de atitude."

Equipes da perícia da Polícia Civil já realizaram perícia no local. A ocorrência foi registrada pelo 91º Distrito Policial.

Em nota, administração do Condomínio Avenida Corifeu, onde moram mãe e filha, afirmou que está consternada com o episódio e que prestou assistência às vítimas, aos moradores e esclarecimentos à polícia e ao Corpo de Bombeiros.

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