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Família brasileira morta no Chile celebrava aniversário de 15 anos de jovem

do UOL

MIrthyani Bezerra

Do UOL, em São Paulo

2019-05-23T09:24:13

2019-05-23T17:32:18

23/05/2019 09h24Atualizada em 23/05/2019 17h32

A família de seis brasileiros que morreu ontem dentro de um apartamento no centro de Santiago (Chile) havia ido à capital chilena para comemorar o aniversário de 15 anos de um dos adolescentes que estavam no grupo. Segundo a polícia chilena, as primeiras evidências apontam que um vazamento de gás causou as mortes.

A aniversariante foi identificada por familiares como Karoliny Nascimento de Souza e completaria 15 anos amanhã. A família estava programando a viagem ao Chile havia um ano. Além de Karoliny, morreram os pais dela o autônomo Fabiano de Souza, 41, e Débora Muniz Nascimento de Souza, 38, e o irmão, Felipe Nascimento de Souza, 13. Eles moravam em Biguaçu, na grande Florianópolis.

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Da esq. para dir.: Felipe Nascimento de Souza, 13, Débora Muniz Nascimento de Souza, 38, Fabiano de Souza, 41, e Karoliny Nascimento de Souza, 14. Karoliny completaria 15 anos na sexta (24) Imagem: Reprodução/Facebook

Além deles, também estavam no apartamento os tios de Karoliny: Jonathas Nascimento Kruger, 30, irmão de Débora, e Adriane Padilha Kruger. Eles não moravam em Biguaçu. Segundo a imprensa catarinense, ambos residiam em Hortolândia, no interior de São Paulo.

O apartamento foi alugado por eles por meio do Airbnb e fica localizado entre as ruas Mosqueto e Santo Domingo, no centro de Santiago, em uma região conhecida como Bellas Artes. O aplicativo informou que custeará o traslado dos corpos, além da ida e volta da família ao Chile.

O Ministério das Relações Exteriores disse que aguarda identificação oficial das vítimas por parte das autoridades chilenas. A pasta afirmou por meio de nota que acompanha o caso e que está em contato com familiares no Brasil e com as autoridades que investigam as circunstancias do ocorrido.

"Não cabe ao MRE informar, sem que a família assim tenha solicitado de maneira expressa, a data prevista para a chegada dos corpos ao Brasil", esclareceu.

A família estava prestes a voltar para casa porque a mãe de Jonathas e Débora havia morrido na madrugada da quarta, em Florianópolis. O corpo da mãe estava sendo velado quando a família morreu no apartamento em Santiago.

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Os tios de Karoliny: Jonathas Nascimento Kruger, 30 (irmão da mãe), e Adriane Padilha Krueger, também morreram Imagem: Reprodução/Facebook

A família catarinense gostava de viajar. Casados desde 1999, as redes sociais de Débora e Fabiano possuem diversas fotos de passeios e viagens em família. A última delas foi publicada no dia 13 de abril, em Balneário Camboriú (SC).

Os tios de Karoliny também tinham o mesmo gosto por viagens. Adriane postou ontem as últimas fotos da viagem ao Chile, tiradas na região de Cajón del Maipo.

Possível intoxicação

Segundo o Itamaraty, a família dos brasileiros recebeu telefonemas nesta tarde em que seus parentes falavam coisas desconexas e sem sentido. Alarmados, entraram em contato com a polícia brasileira. Um delegado de Florianópolis, por sua vez, acionou o consulado brasileiro no Chile, que enviou um representante ao apartamento.

O diplomata chegou ao local acompanhado de agentes da polícia, que tiveram que forçar a entrada no imóvel depois que ninguém respondeu à campainha.

Bombeiros testaram o ar dentro do apartamento e encontraram altas concentrações de monóxido de carbono -- gás incolor, não tem cheiro e cuja inalação pode levar à morte. Por causa do possível vazamento, a polícia interditou as ruas dos arredores do prédio e evacuou vizinhos. Os moradores puderam retornar às suas casas por volta das 21h.

Uma investigação foi aberta para apurar as causas do incidente. Há três possíveis fontes de vazamento: fogão, aquecedor de água ou aquecedor do quarto, segundo os bombeiros. As investigações estão a cabo da Superintendência de Eletricidade e Combustíveis do Chile.

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As redes sociais de Débora e Fabiano possuem várias fotos de passeios e viagens em família Imagem: Reprodução/Facebook

À imprensa local, autoridades chilenas afirmaram que por ter sido um dia bastante frio, de outono, as janelas do apartamento deveriam estar fechadas no momento do vazamento de gás.

"Lamentavelmente isso favoreceu para que o monóxido de carbono, se é que foi assim, tenha acelerado a intoxicação dessas pessoas", disse porta-voz da polícia chilena ontem no local do acidente.

O Ministério das Relações Exteriores informou que está em contato direto com os familiares, prestando assistência consular e que acompanha as investigações das autoridades locais sobre o fato. A pasta afirmou ainda que não cabe ao governo brasileiro pagar pelo traslado dos corpos

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