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Força Aérea dos EUA intercepta 6 aviões militares russos perto do Alasca

2019-05-21T21:05:00

21/05/2019 21h05

Washington, 21 mai (EFE).- A Força Aérea dos Estados Unidos identificou e interceptou na segunda-feira seis aviões militares russos, quatro deles com capacidade nuclear, no litoral do Alasca, informou o Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (Norad, na sigla em inglês).

"Caças do Norad interceptaram bombardeiros e caças russos que estavam entrando no Alasca. Dois Tupolev Tu-95 foram interceptados por dois F-22 americanos; um segundo grupo de dois Tupolev Tu-95 e dois caças Sukhoi Su-35 foi interceptado mais tarde por dois F-22", afirmou o comando pelo Twitter.

As aeronaves russas não chegaram a entrar no espaço aéreo dos EUA nem do Canadá. De acordo com o Norad, permaneceram o tempo todo "em espaço aéreo internacional".

O Ministério da Defesa russo também usou as redes sociais para garantir que a missão dos aviões do país não representava nenhuma violação.

"Quatros bombardeiros estratégicos Su-95 da Força Aérea russa realizaram um voo já programado sobre águas neutras dos mares de Chukotka, Bering e Okhotsk, assim como ao longo do litoral do Alasca e das Ilhas Aleutas", detalhou.

O Kremlin afirmou que "em certos momentos do trajeto" as suas aeronaves foram escoltadas por caças F-22 da Força Aérea dos Estados Unidos. "O voo ultrapassou as 12 horas de duração", ressaltou o Ministério da Defesa russo.

O comandante do Norad, general Terrence J. O'Shaughnessy, lembrou em comunicado que a prioridade do órgão é "defender Estados Unidos e Canadá".

"A nossa capacidade de evitar e derrotar ameaças aos nossos cidadãos, infraestruturas e instituições nacionais começa com a detecção, a identificação e o controle de aeronaves suspeitas que se aproximam do nosso espaço aéreo", argumentou o militar.

As Forças Armadas americanas contam com um sistema de radares e satélites que servem para localizar a presença de aviões não identificados no Ártico e permitem determinar o tipo de resposta necessária. EFE

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