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Maduro afirma que Trump ataca liberdade de circulação com suspensão de voos

2019-05-15T21:55:00

15/05/2019 21h55

Caracas, 15 mai (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, criticou nesta quarta-feira a medida dos Estados Unidos de suspender os voos entre ambos países e culpou seu homólogo americano, Donald Trump, de "atacar a liberdade de circulação" dos cidadãos.

"O que ganhou o governo de Trump suspendendo os voos comerciais? Nada, só causaram prejuízo a si mesmos e aos cidadãos que utilizam a liberdade de circulação (...) Atacou a liberdade de circulação, essa é a verdade", disse Maduro em rede obrigatória de rádio e televisão.

"Onde está a liberdade, Donald Trump? Onde está a liberdade que os senhores apregoam?", questionou ironicamente Maduro em seguida.

Além disso, o governante venezuelano declarou que a política "intervencionista" e "golpista" manejada pelos Estados Unidos para "desestabilizar" a Venezuela tem "resultados adversos" e acusou o governo americano de atuar com "desejo de vingança" e "ódio".

Nesta quarta-feira, os Estados Unidos anunciaram a "suspensão imediata" de todos os voos chegando ou saindo da Venezuela, em resposta ao que consideraram "condições" que ameaçam a segurança de viajantes, aeronaves e tripulações.

A decisão foi anunciada em comunicado pelo secretário interino do Departamento de Segurança Nacional (DHS, na sigla em inglês), Kevin McAleenan, que informou da suspensão de todos "os voos comerciais de passageiros e de carga".

"Esta determinação se baseia na instabilidade política em curso e no aumento das tensões na Venezuela e do risco involuntário associado às operações de voo", ressaltou o comunicado.

EUA e Venezuela suspenderam as suas relações diplomáticas depois que o governo Trump reconheceu o líder opositor Juan Guaidó presidente venezuelano interino.

Além desta decisão, o governo Trump anunciou diferentes sanções contra funcionários e familiares de pessoas vinculadas ao governo do Maduro, que acusa os Estados Unidos de intervir nos assuntos internos do seu país. EFE

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