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Homem ganha novilha em bingo e é morto em sítio onde trabalhava

Gylson Culca Correia, que foi morto "por engano" na fazenda onde trabalhava - Polícia Militar de Várzea Grande/Divulgação
Gylson Culca Correia, que foi morto 'por engano' na fazenda onde trabalhava Imagem: Polícia Militar de Várzea Grande/Divulgação
do UOL

Ely Grion

Colaboração para o UOL, em São Paulo

14/05/2019 19h00

Um homem comemorava um prêmio recebido em um bingo, mas acabou sendo morto ao chegar na fazenda de um tio de um amigo onde deixaria a premiação. Gylson Culca Correia, 44, havia ganhado uma novilha (vaca nova) na região de Várzea Grande (MT) e decidiu levar o animal para a fazenda onde trabalhava. Ao chegar no local, Correia foi baleado na cabeça pelo irmão da proprietária do local, de acordo com informações da Polícia Civil.

O incidente ocorreu no último sábado (11) e a vítima foi encontrada caída na entrada da porteira do sítio. O suspeito do crime é Antonio Ferreira de Souza, 68, que é irmão da dona da fazenda onde ocorreu o crime e ele alega ter se confundido. Procurado pelo UOL, a defesa de Souza disse que houve uma "fatalidade" e promete que o suspeito irá se apresentar à polícia amanhã.

Segundo informações da Polícia Civil, Correia era funcionário do sítio, foi ao bingo com Pedro Paulo, sobrinho de Souza, e até contratou um caminhão para levar a novilha para a fazenda. Acompanhado de Pedro Paulo, a vítima foi baleada logo após a porteira ser aberta para o veículo entrar de ré para deixar o animal. Ao escutar o barulho, Souza saiu da residência, que é de propriedade da sua irmã, já efetuando disparos de arma de fogo, sendo que um dos disparos atingiu Correia.

A delegada responsável pelo caso, Eliane Moraes, contou ao UOL que a motivação do crime é alvo de investigação e o caso foi registrado como homicídio. "Mesmo que ele tenha atirado pensando que era ladrão, ele assumiu o risco de matar quem estava lá", explicou. A polícia ainda deve ouvir novos depoimentos. O mais esperado é o de Souza, que promete se apresentar amanhã à polícia.

Procurado pela reportagem, o advogado do suspeito do crime, Luiz Ferreira, disse que seu cliente estava na chácara da irmã para cuidar do pai e ao escutar barulhos saiu e efetuou disparos.

"O que aconteceu foi uma fatalidade, um ato infeliz. Ele saiu e estava muito escuro. Viu o caminhão e atirou em direção da frente do veículo. Ao efetuar os disparos ele ouviu o sobrinho gritando: 'Tio, somos nós', e depois quando Antonio se aproximou o sobrinho perguntou: 'Cadê o Gylson?' Foi quando viram a vítima já caída", explicou Ferreira.

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