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Duelo: SUV ou sedã? Volkswagen Jetta enfrenta Citroën C4 Cactus

do UOL

Eugênio Augusto Brito e João Anacleto

Do UOL e Colaboração para o UOL, em São Paulo

2019-04-25T13:04:05

25/04/2019 13h04

Resumo da notícia

  • SUVs têm crescido e tirado espaço de mercado do sedã médio
  • SUVs cativam pela praticidade e pela boa altura do solo
  • Já o sedã tem porta-malas generoso e posição de dirigir mais agradável
  • UOL Carros fez um duelo entre o SUV da Citroën e sedã da Volks

Novatos, Volkswagen Jetta e Citroën C4 Cactus custam o mesmo com propostas distintas. Saiba qual deles merece os seus R$ 100 mil.

O ano era 2014. SUVs e sedãs orbitavam seus próprios sistemas, com rotações e translações longe da anormalidade. Os tradicionais três volumes chegavam a quase 232 mil compradores e representavam exatos 8,4% do mercado nacional de automóveis, à época, de 2,8 milhões de automóveis. Os utilitários, em um universo mais amplo, entre médios, compactos e grandes, somavam 294 mil vendas, ou pouco mais de 10,7% do mercado.

Em 2018, depois de um biênio de encolhimento e recuperação parca em 2017, o mercado enfim ultrapassava as 2 milhões de unidades, mas nunca mais seria o mesmo. A venda de sedãs encolhia para 6,7% do mercado, ou apenas 142 mil unidades, enquanto os SUVs representavam 24,3% do mercado, com 512 mil vendas. E subindo.

No período, as primeiras vítimas da predileção pelos utilitários foram os hatches médios, com reflexos irreversíveis na linha 2019 - VW Golf, à exceção do GTI, e Ford Focus foram descontinuados. E como os números não mentem, as próximas vítimas serão, sim, os sedãs médios. Essencialmente porque orbitam a mesma faixa de preços, quase sempre entre os R$ 85 mil e R$ 110 mil.

Os utilitários cativam pela praticidade, suspensão robusta e boa altura do solo para encarar vias cada vez mais maltratadas, e por uma concepção que valoriza espaço interno e amplificam a sensação de segurança. Os sedãs médios, mantém as características tradicionais, desde que vieram ao mundo. Mais estabilidade, porta-malas generoso, tecnologia de vanguarda, posição de dirigir agradável e, claro, espaço para a família. Se isso basta? O mercado diz que não. Mas e na prática, qual o melhor deles?

Para responder, escolhemos dois novatos que chegaram estimulando elogios e cumprindo as premissas que cada concepção automotiva preconiza. De um lado o C4 Cactus, na versão mais equipada, a Shine Pack THP. Com 3.615 unidades vendidas até março de 2019, é o carro que reacendeu a esperança de crescimento na marca francesa.

Recheado do pacote completo, traz itens como painel digital, bancos de couro, seis airbags, sistema de frenagem automático, alerta de colisão, rodas de liga leve aro 17" e carroceria pintada em dois tons como atrativos. Ele também elimina uma crítica dos SUVs compactos, e oferece desempenho de esportivo, daqueles que se esperaria de um... sedã! Com motor 1.6 THP flex de 173 cv, controles de tração e estabilidade e cÂmbio de seis marchas, arranca de 0 a 100 km/h em 7,3 segundos.

O tempo é quase dois segundos mais rápido que os 8s9 divulgados pela VW quanto a aceleração do Jetta 250TSI, a versão de entrada do sedã, que parte dos mesmos R$ 99.990. Contudo, se engana quem pensa que o carro fica para trás, seja em virtude do desempenho, ou do pacote de equipamentos. Feito sobre uma plataforma mais atual e concebida para carros verdadeiramente médios - enquanto no C4 Cactus ela deriva da PF1, usada nos pequenos 208 e C3 - o Jetta amplifica as sensações de qualidade, silêncio e conforto ao rodar. Seu motor 1.4, apesar de ter apenas 150 cv, goza de 25,5 mkgf de torque, quando abastecido com etanol, 1 mgf a mais que o do rival compacto.

O VW também tem larga vantagem no espaço para a bagagem, com 510 litros, frente 320 litros do Citroen, e mesmo diante da ausência de indispensáveis bancos de couro, tem acabamento mais refinado, uma central multimídia moderna, com tela de 8", faróis de leds e os mesmos 6 airbags e alerta de colisão que tanto surpreendem no C4. No montante de circunstâncias, que pese o fato de a altura do solo e de a suspensão não parecer tão robusta, ele ainda se vale de revisões gratuitas até os 30 mil quilômetros, algo tão inusitado quanto um cometa na vida de quem paga, e caro, pelas manutenções do SUV da marca francesa.

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