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Militância não celebra redução de pena de Lula: 'teria de ser inocentado'

Vinicius Konchinski/UOL
Manifestantes assistem ao julgamento do ex-presidente Lula na Vigília Lula Livre, em Curitiba (PR) Imagem: Vinicius Konchinski/UOL
do UOL

Vinicius Konchinski

Colaboração para o UOL, em Curitiba

2019-04-23T18:10:39

23/04/2019 18h10

A redução da pena de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), decidida hoje pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), foi recebida com indiferença por militantes que acompanharam o julgamento em um telão instalado em frente ao prédio da PF (Polícia Federal) onde o ex-presidente está preso em Curitiba.

Cerca de 60 pessoas estiveram nesta tarde na chamada vigília Lula Livre. E não se viu comemoração quando o terceiro ministro da quinta turma do STJ compôs maioria pela redução da pena de Lula no caso do tríplex.

"O que nós queríamos é que ele fosse inocentado", afirmou a militante do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), Cleide da Costa, 32.

Ela veio do interior do Paraná com 40 integrantes do MST para prestar solidariedade ao ex-presidente e, por coincidência, o STJ marcou o julgamento do recurso de Lula para o dia em que o grupo estava em Curitiba.

Condenado a 12 anos e 1 mês de prisão pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), Lula teve pena reduzida hoje para 8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão. Com isso é possível que o petista vá para o regime semiaberto ainda neste ano.

Apesar de não comemorar, Cleide diz que a decisão de hoje foi "surpreendente". "Foi uma vitória", afirmou.

Tom parecido foi adotado pelo metalúrgico aposentado Anilton Oliveira de Souza, 64. Hoje, pela terceira vez, ele viajou de Santo André (SP) a Curitiba com amigos para homenagear Lula.

"As provas não batem. Só reduzir a pena, não adianta nada para quem é inocente", disse.

O artista popular João Bello, 64, que mora em Curitiba, foi mais otimista quanto ao resultado do julgamento. "É o início de uma recuperação de uma ordem democrática do país", afirmou. "A libertação de Lula é breve. Não se pode prender o sonho do povo brasileiro indefinidamente, afirmou.

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